O segundo tempo reservou um Flamengo mais equilibrado nas jogadas pelos dois lados, e Arrascaeta mais presente pela direita. O Athletico seguia preocupado apenas em se defender diante de um adversário que mantinha a intensidade alta em busca de espaços.
Gabriel foi quem mais chegou perto do gol após pivô de Pedro e chute certeiro defendido por Khellven de cabeça. Pouco depois, Thiago Maia, que fez boa partida, surgiu como elemento surpresa e rolou para o camisa 9 acertar o travessão.
O gol do Flamengo parecia maduro, mas não aconteceu. Nem mesmo as entradas de Vidal e Everton Cebolinha para dar fôlego e manter a alta rotação da equipe foram suficientes para levar perigo ao gol de Bento. A falta de ritmo de jogo condicionou as tomadas de decisão e ocupação de espaços dos reforços, que até participaram bastante do jogo, principalmente o chileno.
A medida que os cariocas davam sinais de cansaço e não conseguiam pressionar mais, o Athletico acelerou nos contra-ataques e levou perigo em bolas paradas. Nada, no entanto, que fosse capaz de tirar o zero do placar em um jogo marcado pela conturbada atuação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira. De acordo com a “Central do Apito”, um pênalti em Léo Pereira foi ignorado, assim como um cartão vermelho para Arrascaeta.
No fim das contas, o resultado justificou a estratégia defensiva do Athletico, e a história do jogo indicou também uma boa estratégia ofensiva do Flamengo – com exceção da pontaria. Tudo é questão de ponto de vista.