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ENTRETENIMENTO

Morre Cleonice Berardinelli, da Academia Brasileira de Letras, aos 106 anos

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Cleonice Berardinelli durante a Flip de 2013 - Danilo Verpa/Folhapress

A escritora Cleonice Berardinelli morreu nesta terça-feira (31) no Rio de Janeiro, aos 106 anos de idade. Ela ocupava a oitava cadeira da Academia Brasileira de Letras, a ABL, e era a integrante atual mais longeva da organização. A informação foi confirmada pela instituição em um email geral aos acadêmicos.

Ela era considerada uma das maiores especialistas do mundo em literatura portuguesa, sendo a primeira a escrever uma tese sobre Fernando Pessoa no Brasil —a segunda no mundo. Berardinelli foi eleita para a ABL em 2009, sucedendo Antônio Olinto e se tornando a sétima mulher no grupo.

Licenciada em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras na Universidade de São Paulo, doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade Nacional de Filosofia na Universidade do Brasil e livre-docente de Literatura Portuguesa na Faculdade Nacional de Filosofia, Berardinelli exerceu magistério por mais de meio século.

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A escritora foi autora de obras como “Antologia do Teatro de Gil Vicente”, de 1971, “Fernando Pessoa. Obras em Prosa”, de 1975 e “Sonetos de Camões”, de 1980.

Cleonice Berardinelli foi também professora emérita da UFRJ e da PUC-Rio e deu aulas na Universidade Católica de Petrópolis e no Instituto Rio Branco. Ela ainda foi professora convidada das universidades da Califórnia e de Lisboa.

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Ela foi homenageada no cinema no documentário “O Vento Lá Fora”, onde apareceu com Maria Bethânia lendo Pessoa a uma plateia de convidados, e em “Cleo”, onde recitava poemas de cor.

Nascida no Rio de Janeiro em 1916, a autora morou na capital fluminense e em São Paulo. No Instituto Nacional de Música, fez todos os cursos teóricos e se diplomou sob a orientação do maestro Oscar Lorenzo Fernandez, seu professor de piano.

Em São Paulo concluiu o curso secundário e fez, na Universidade de São Paulo, o curso de letras neolatinas, onde foi assistente de Fidelino de Figueiredo. Com uma nova transferência de seu pai, de volta o Rio, a levou a conhecer o então professor da mesma disciplina na Universidade do Brasil, Thiers Martins Moreira.

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Em 2014, aos 98 anos, recebeu o Prêmio Faz Diferença na categoria Prosa das mãos dos Acadêmicos Zuenir Ventura e Merval Pereira.

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