POLÍTICA
Bolsonaro nega culpa por ações de terceiros nas redes sociais

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) respondeu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (22), negando que ele seja responsável por atos de terceiros nas redes sociais. Os advogados argumentam que punir Bolsonaro por isso seria “uma punição por atos de terceiros”, já que outras pessoas publicaram mensagens em suas próprias redes sociais sem que ele as orientasse a fazê-lo. Eles ainda ressaltam que Bolsonaro evita falar para não se “complicar” .
Os advogados também afirmam que não há notícias de descumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro nos últimos um ano e meio. Eles haviam sido notificados sobre o descumprimento dessas medidas e prometeram explicar todos os fatos ao STF dentro do prazo estabelecido.
No entanto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e seu filho Eduardo, alegando que o ex-presidente descumpriu a medida cautelar que o proibia de usar redes sociais. Segundo a PF, Bolsonaro teria compartilhado cerca de 300 vídeos pelo WhatsApp, o que foi comparado às ações de “milícias digitais” devido ao compartilhamento em massa de conteúdo. A defesa contesta essa acusação, argumentando que Bolsonaro nunca foi proibido de usar o WhatsApp, que consideram um “aplicativo de mensagens, de uma rede pessoal e não social” .
