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CIDADES

Mulher agredida por 61 socos do namorado é homenageada com Comenda Maria da Penha em Natal

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Juliana Soares discursou ao receber Comenda Maria da Penha Foto: Francisco de Assis/ Câmara Municipal de Natal

Na segunda-feira, 25, Juliana Soares, de 35 anos, participou de um evento na Câmara Municipal de Natal. Na solenidade, a estudante, que há um mês foi brutalmente espancada pelo namorado ao sofrer 61 socos em um elevador, foi homenageada e recebeu a Comenda Maria da Penha.

Ainda apresentando alguma dificuldade na fala por conta da cirurgia de reconstrução facial, Juliana agradeceu o apoio que vem recebendo e afirmou a importância de estar viva para poder apresentar seu relato.

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“É uma honra ser homenageada e maior ainda ter sobrevivido para contar a minha história (…) tão importante quanto a denúncia é a sociedade acolher a mulher que sofre violência. Muitas mulheres ficam presas dentro desse ciclo de abuso porque não têm a quem recorrer”, disse.

Juliana foi agredida em 26 de julho por Igor Eduardo Pereira Cabral. O ex-jogador de basquete foi preso e virou réu por tentativa de feminicídio. Com inúmeras fraturas no rosto e na mandíbula, a estudante foi submetida a uma cirurgia de mais de sete horas para a reconstrução.

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Ela também revelou que ainda sofre com algumas sequelas causadas pelo episódio, mas ressaltou a importância de encorajar outras mulheres que passam por situações de violência doméstica.

“Se eu me levantei daquele elevador depois de tudo o que aconteceu, outras mulheres também são capazes. Muito obrigada pela homenagem. Tenho certeza que Deus me usou como instrumento para dar voz a outras mulheres. Nunca gostei de holofotes em cima de mim, mas se fez necessário. Agora vou fazer uso dele para ajudar outras mulheres”, declarou.

Nas últimas semanas, a família de Juliana organizou uma vaquinha on-line para custear o tratamento. Milhares de pessoas ajudaram com doações e, dessa maneira, a meta estabelecida, de angariar R$120 mil, foi alcançada.

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O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025, mas referentes a 2024, aponta que 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.

 

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