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GERAL

‘Quem mais se beneficia das fintechs é o crime organizado’, diz Receita Federal

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Atuação da Receita Federal na Operação Bloqueio Oculto foi detalhada durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 28 Foto: Giovanna Bronze/Terra

A falta de transparência nas operações de fintechs no País beneficia o crime organizado, segundo o secretário especial da Receita Federal Robinson Barreirinhas. Ele detalhou a atuação do órgão na Operação Carbono Oculto durante coletiva de imprensa. A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 28, nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, com o objetivo de desarticular esquema de fraude de combustível orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Quem mais se beneficia da falta de transparência das fintechs é o crime organizado”, explicou Barreirinhas, que citou a existência de diferentes operações que apuram a atuação do crime organizado, que, “sem coincidência”, possuem alguma fintech envolvida.

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“Sempre faço a ressalva que não podemos generalizar, a maior parte das fintechs é séria e tem um papel importante na inserção da população no sistema bancário”, reforçou.

Segundo Barreirinhas, a falta de obrigação de transparência das fintechs com a Receita Federal faz com que exista “um paraíso fiscal no Brasil” formado por essas empresas que utilizam a tecnologia para inovar e oferecer serviços financeiros de forma digital.

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No esquema organizado pelo PCC, tem algumas fintechs envolvidas, mas uma é estruturalmente a central do crime. Dos R$ 52 bilhões movimentados por esse esquema entre 2020 e 2025, apenas uma fintech movimentou R$ 46 bilhões.

As investigações também identificaram mais de 10 mil depósitos em dinheiro para uma das fintechs no valor total de R$ 60 milhões.

Sobre a Operação Carbono Oculto

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A Operação Carbono Oculto é a considerada a maior feita contra a infiltração do crime organizado na economia formal, focando num esquema no setor de combustívels com atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação foi deflagrada por mais de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público Federal, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO, da Polícia Federal, das Polícias Civil e Militar, da Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (GAERFIS).

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Foram cumpridos 248 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Além do setor de combustíveis, a operação também investigou instituições financeiras – as chamadas fintechs.

Entre os crimes do esquema, estão crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.

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Outro ponto importante da ação do grupo estaria na importação irregular por meio do Porto de Paranaguá, no Paraná. O esquema então realizaria o desvio do produto e sua utilização na adulteração do combustível.

O Terra tenta localizar as partes citadas na investigação.

 

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