Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
RIO BRANCO
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

RIO BRANCO

Acre: Servidores da Saúde protestam por plano de cargos e salários; debate atinge a Assembleia Legislativa

Publicado em

Foto: Sérgio Vale

Rio Branco, AC – Uma manifestação de servidores da saúde do estado, realizada na manhã desta terça-feira (18) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), reacendeu a discussão sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). A insatisfação dos servidores ocorre após a Secretaria de Saúde (Sesacre) buscar na Justiça uma forma de impedir a greve, enquanto a categoria denuncia o descumprimento de acordos e a falta de diálogo.

Na Aleac, os deputados Adailton Cruz (PSB), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e o líder do governo, Manoel Moraes (PP), apresentaram diferentes perspectivas sobre o atraso na entrega do plano e os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Continua depois da publicidade

O deputado Adailton Cruz criticou a ação do governo de recorrer à Justiça para conter o movimento dos servidores. “Os trabalhadores querem a entrega do plano elaborado e pronto para ser encaminhado à Assembleia. O governo alega limite fiscal, mas se o plano está pronto, por que não o entrega para dar publicidade e acalmar os trabalhadores?”, questionou.

Edvaldo Magalhães, líder da oposição, acusou o governo de quebrar promessas feitas na própria Aleac. “O governo se comprometeu publicamente a entregar a proposta do plano de cargos, carreiras e salários, mas não o fez. Por que não apresenta a proposta? Isso é uma covardia”, afirmou.

Continua depois da publicidade

O líder do governo na Aleac, deputado Manoel Moraes (Progressistas), rebateu as críticas, garantindo que o governo está comprometido com o PCCR, mas depende da análise final da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). “O governo contratou uma empresa para elaborar um plano complexo, e agora aguarda o parecer da PGE sobre sua legalidade. O governo tem compromisso com a categoria, mas é preciso respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.

Sobre a possibilidade de judicialização para forçar a apresentação do plano, Manoel Moraes se mostrou contrário. “Não vejo necessidade de judicializar a questão. Estamos aguardando o parecer da Procuradoria. Acredito que tudo será resolvido de forma positiva”, concluiu.

Continua depois da publicidade
Propaganda
Advertisement