RIO BRANCO, AC – O Rio Acre atingiu a cota de 14,40 metros na capital acreana às 16h deste sábado (17), ultrapassando em 40 centímetros o patamar de transbordo estabelecido em 14 metros. O governador Gladson Camelí esteve no local para acompanhar as ações de monitoramento e reforçou o compromisso do Estado em oferecer apoio rápido às comunidades atingidas, enquanto pede colaboração da população diante do cenário crítico.
A enchente já afetou cerca de 30 pessoas, distribuídas em 13 famílias alojadas no Parque de Exposições. Além disso, sete famílias indígenas foram direcionadas para a Escola Leôncio de Carvalho, um espaço preparado especialmente para atender às suas tradições e necessidades culturais. Dois abrigos estão em funcionamento na capital, sendo que o Parque de Exposições tem capacidade para receber até 70 núcleos familiares.
“Não vamos deixar para amanhã o que precisa ser feito hoje. Nossa prioridade é evitar que mais pessoas sofram prejuízos e garantir que quem já foi atingido receba todo o suporte necessário”, afirmou o governador após ser recebido pelo major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco.
Desde o fim de dezembro, quando foi decretada situação de emergência, o governo do Acre atua em conjunto com as Defesas Civis municipais de Tarauacá, Feijó, Santa Rosa do Purus, Rio Branco, Plácido de Castro e Porto Acre. As ações integradas incluem monitoramento constante dos rios e assistência humanitária, com foco na prevenção de danos.
O comandante da operação detalhou que a elevação do rio tem ocorrido de forma lenta e progressiva, o que permitiu um planejamento mais eficiente das medidas de enfrentamento. “A expectativa é que a subida diminua no domingo (18) e que, na segunda-feira (19), o nível comece a estabilizar e posteriormente a baixar. Mas permaneceremos em prontidão total durante todo o período”, explicou Santos.
Além do atendimento às famílias deslocadas, o governo faz um alerta aos moradores sobre os riscos de circulação nas margens do rio. “Muitas pessoas vêm para pescar ou apenas observar a enchente, mas é preciso ter consciência de que há áreas perigosas e casas alagadas. A segurança da população é o que mais importa”, destacou Gladson Camelí.
Para agilizar as ações, o Estado utiliza tecnologias como o aplicativo Família Segura e a plataforma Climate, que possibilitam acompanhar em tempo real o número de pessoas atingidas e otimizar a tomada de decisões. Um posto de comando integrado, com participação da Defesa Civil estadual e municipal, Corpo de Bombeiros e outras secretarias, já está em funcionamento na capital.










