CRUZEIRO DO SUL (AC), 21 de janeiro de 2026 — Um esquema que visava a destruição de florestas públicas e a apropriação irregular de terras em um assentamento do Incra foi alvo da Operação Mata Arrendada II, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal em parceria com o Ibama. A ação teve como foco reprimir práticas ilegais que causaram danos estimados em R$ 2,19 milhões ao meio ambiente de Cruzeiro do Sul.
Durante os trabalhos de investigação, as autoridades identificaram que mais de 379 hectares de vegetação nativa foram derrubados de forma irregular. A terra, destinada oficialmente à reforma agrária, foi alvo de grilagem e preparada para ser arrendada para criação de gado – atividade que não está permitida para esse tipo de área pública.
“Trata-se de um crime que combina danos ambientais graves com apropriação indevida de recursos do Estado”, explicou um delegado da PF envolvido na operação. “Os investigados buscavam lucro rápido ao explorar irregularmente terras da União, sem qualquer autorização legal”.
Com autorização do Juízo de Garantias da Justiça Federal em Cruzeiro do Sul, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em locais ligados aos suspeitos, além de um mandado de sequestro de valores. Os envolvidos podem responder por diversos crimes ambientais e contra o patrimônio público, incluindo destruição de florestas protegidas, desmatamento ilegal e grilagem.
Para assegurar a reparação dos prejuízos causados, a Polícia Federal solicitou e obteve a ordem judicial para o sequestro de bens dos investigados no valor correspondente aos danos ambientais – cerca de R$ 2,19 milhões. A medida visa garantir que os recursos sejam destinados à recuperação das áreas devastadas.
A operação reforça a atuação conjunta entre a PF e o Ibama no combate a práticas ilegais que ameaçam a biodiversidade do Acre. Os órgãos destacam que ações como essa são essenciais para proteger as florestas e garantir que áreas públicas sejam utilizadas conforme seu propósito legal.









