m homem de 41 anos morreu neste sábado (24) após ser agredido na porta de uma distribuidora de bebidas, no Jardim das Oliveiras, em Senador Canedo (GO). A violência ocorreu depois de a vítima agredir própria companheira.
A confusão levou à prisão de um dos três envolvidos pelas forças policiais em menos de duas horas.
De acordo com informações preliminares da Polícia Militar de Goiás (PMGO), por volta das 16h30, Heron Rogério Lima, teria dado um tapa no rosto de sua companheira.
A cena, presenciada por populares, gerou comoção e evoluiu para violência. Três homens intervieram e agrediram Heron, que não resistiu e morreu no local.
Imediatamente após o fato, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), do 27° Batalhão de Polícia Militar (BPM) e de agentes de inteligência do 2° Comando Regional de Polícia Militar (CRPM) começaram a apurar o caso.
Em menos de duas horas, conseguiram identificar e prender um homem de 29 anos, um dos três autores, que foi conduzido à Central de Flagrantes de Senador Canedo.
Depoimento
Um dos homens envolvidos na agressão relatou à polícia que a confusão começou após a vítima agredir a companheira. Segundo ele, um rapaz que já estava na distribuidora interveio ao presenciar a cena e afirmou que “enquanto tivesse lá nenhum homem batia mulher”. Após a reação, o homem deixou o local, mas retornou cerca de cinco a dez minutos depois acompanhado de outra pessoa.
Segundo o depoimento, o colega do homem questionou se havia “alguma coisa contra meu amigo”, e a resposta foi negativa.
O relato aponta que o grupo conversava e escutava música quando a vítima avançou, sacou “uma serrinha de mesa da cintura” e tentou ferir o rapaz que havia intervido. Ele colocou a mão para se defender e sofreu um corte, sem atingir a região abdominal.
Ainda segundo o depoente, duas pessoas passaram a agredir o homem, que já estava caído, momento em que ele afirma ter utilizado um capacete e desferido “duas, três vezes” contra a vítima. Em seguida, outro envolvido tentou atingir o pescoço do homem com a serrinha, mas foi impedido.
O envolvido disse que segurou o pulso do agressor, pediu para que ele não fizesse isso, e que o objeto foi solto. Na sequência, ele teria pegado o capacete e dito: “Vamos simbora pra chácara”.
As equipes da PMGO seguem à procura dos outros dois suspeitos.









