A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia sobre um possível avistamento das crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão. Os irmãos estão desaparecidos desde 4 de janeiro, quando brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, no Maranhão. O Portal iG confirmou a informação.
Segundo a denúncia, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vistos por volta das 18h de sábado (24) em um hotel no bairro da República, no centro da capital paulista.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil do Maranhão já foi comunicada e que diligências estão em andamento para esclarecer o caso.
Desde o desaparecimento, as buscas mobilizam diversas frentes, com a atuação da Polícia Civil, da Marinha e do Corpo de Bombeiros.
Na última semana, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, anunciou mudanças na estratégia, com a redução das buscas em campo e o reforço das investigações policiais.
O desaparecimento dos irmãos completa 22 dias neste domingo (25).
O desaparecimento
As crianças Ághata Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, estão desaparecidas desde a tarde de 4 de janeiro, em Bacabal, Maranhão. Os irmãos sumiram enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos.
O primo deles, Anderson Kauã, de 7 anos, também havia desaparecido, mas foi encontrado sozinho no dia 7 de janeiro, por carroceiros, em uma estrada no povoado Santa Rosa.
Kauã relatou que havia deixado as duas crianças em uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, enquanto foi buscar ajuda.
Após a localização de Kauã, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), anunciou uma recompensa de R$ 20 mil por informações sobre o paradeiro das crianças desaparecidas.
O menino passou cerca de 14 dias internado recebendo cuidados médicos e apoio psicológico de uma equipe multidisciplinar e, após a alta, se juntou às equipes de busca.
Durante as investigações, Kauã guiou os policiais até a cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram sinais da presença das crianças.
A Marinha passou a usar sonar para realizar uma varredura em um trecho de 3 km do rio, em uma tentativa de encontrar as crianças, porém sem sucesso.
As buscas continuam em uma área de difícil acesso, com 54 km² de vegetação fechada, terreno irregular, açudes e o Rio Mearim.









