A Polícia Civil do Acre concentrou esforços, nesta semana, em uma linha de atuação considerada estratégica no enfrentamento às facções criminosas: o enfraquecimento das fontes de arrecadação ilegal que sustentam essas organizações. A ofensiva ocorreu por meio de duas operações distintas, com foco em desarticular esquemas de extorsão, tráfico de drogas e controle financeiro paralelo.
Uma das ações integrou a megaoperação “Cartório Central”, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deflagrada simultaneamente em cinco estados — Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. No território acreano, foram cumpridos dois mandados de prisão expedidos pela Justiça.
As investigações indicam que o grupo alvo mantinha um sistema interno de arrecadação com regras próprias, envolvendo cobrança de dívidas ilícitas e comercialização de entorpecentes. O objetivo da operação é desmontar essa estrutura que garante sustentação financeira às atividades criminosas e impacta diretamente a segurança nas áreas de atuação da organização.
Em outra frente, já em Rio Branco, a operação “Casa Maior” resultou no cumprimento de um mandado de prisão e dois de busca e apreensão, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A investigação apura um esquema de extorsão contra comerciantes do bairro Estação Experimental, onde pagamentos ilegais seriam exigidos para permitir o funcionamento dos estabelecimentos.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, registros financeiros e materiais relacionados à prática de empréstimos com juros abusivos, elementos que, segundo a Polícia Civil, reforçam os indícios de crimes financeiros associados à extorsão.
Para a corporação, as duas operações evidenciam uma estratégia voltada a atingir o núcleo econômico das organizações criminosas, reduzindo sua capacidade operacional. As investigações continuam e novas fases das ações não estão descartadas.









