RIO BRANCO (AC) – A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) divulgou nesta quarta-feira (18) uma nota pública sobre a prisão de Aluísio Veras de Almeida Neto, advogado detido em flagrante sob suspeita de estupro e cárcere privado na capital acreana. O comunicado foi publicado cerca de 48 horas após o ocorrido na segunda-feira (16), em meio a críticas nas redes sociais sobre o silêncio da instituição.
Na manifestação assinada pelo presidente Rodrigo Aiache, pela vice-presidente Thais Silva de Moura Barros e pelo presidente da Comissão de Defesa, Carlos Roberto Lima de Medeiros, a OAB/AC informou que agiu “imediatamente e institucionalmente” desde a primeira comunicação formal sobre o caso, visando assegurar as prerrogativas profissionais do advogado nos termos da Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia). Paralelamente, foram adotadas providências para apuração dos fatos e eventuais implicações ético-disciplinares.
Processo ético é instaurado após análise preliminar dos fatos
De acordo com a nota, após análise inicial das informações disponíveis, foi instaurado um processo ético-disciplinar contra o profissional, com garantia de contraditório e ampla defesa. A entidade reforçou seu compromisso com “a moralidade, a verdade, a responsabilidade institucional e o respeito incondicional à Constituição”, destacando que atua com equilíbrio entre a proteção das prerrogativas da advocacia e das demandas da sociedade.
O advogado foi preso no início da tarde da segunda-feira (16) após a Polícia Militar ser acionada por um jovem peruano de 18 anos, que afirmou ter sido vítima de abuso sexual e mantido em cárcere privado em um motel de Rio Branco. De acordo com informações do ac24horas, a vítima e o suspeito foram encontrados trancados no banheiro do estabelecimento.
Segundo relato policial, o jovem contou que havia marcado o encontro por meio de aplicativo, inicialmente para consumir bebidas alcoólicas, mas teria sido ameaçado após recusar investidas sexuais. Ele também afirmou ter se assustado ao perceber que o advogado utilizava tornozeleira eletrônica. O caso foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), onde o suspeito foi apresentado. Até o fechamento desta reportagem, a defesa do advogado não havia se manifestado sobre o caso.









