A vitória da Unidos do Viradouro no Grupo Especial do carnaval 2026 continua rendendo holofotes. Na tarde de quarta-feira, 18, uma mulher identificada como Thaís, que se diz filha de Mestre Ciça, homenageado pela escola de samba, resolveu fazer um desabafo público nas redes sociais.
Em meio à vitória e às diversas parabenizações públicas ao carnavalesco, a jovem publicou um texto nas redes sociais pedindo que não fosse mais relacionada ao pai. “Gente, por favor, não me mandem mais mensagens sobre o Ciça. Eu não quero saber de nada que envolva ele”, iniciou ela, que logo explicou: “Ele é pai de todo mundo, menos das próprias filhas. E eu já cansei de me machucar com coisas que não mudam”, complementou.
Ainda no pronunciamento, a moça pediu respeito à sua decisão, visto que, neste momento, pretende se resguardar. “Respeitem meu momento. Estou escolhendo minha paz e a minha família de verdade.”
Em publicação que repercutiu a notícia, Ciça negou a informação e disse que “não foi ausente”. A reportagem do Terra busca contato com a assessoria da Viradouro. O espaço segue aberto para manifestação.
Quem é Mestre Ciça
Moacyr Silva Pinto, o Mestre Ciça, é um dos nomes mais respeitados do carnaval do Rio de Janeiro. Com um enredo em sua homenagem, a Viradouro se tornou campeã do Grupo Especial do Carnaval carioca.
Antes de os jurados consagrarem a escola como campeã, Ciça já havia conquistado o Estandarte de Ouro de personalidade do ano. O enredo Pra cima, Ciça! também levou o prêmio. Sua trajetória no carnaval do Rio soma mais de uma década.
O sambista foi passista, mestre-sala e, antes de firmar os pés na Viradouro, passou por outras escolas, como a Unidos da Tijuca. O enredo da Viradouro foi uma homenagem à história de Mestre Ciça, explorando sua trajetória ao longo dos últimos anos no Carnaval do Rio de Janeiro.
Ciça chegou a se apresentar junto à comissão de frente da escola, mas depois voltou para a bateria durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Aos 69 anos, ele iniciou sua jornada no carnaval em 1971, como passista da Unidos de São Carlos. É considerado o mestre de bateria mais longevo em atividade, exercendo a função há 40 anos.
Em 1977, optou por dar uma pausa nas contribuições ao Carnaval carioca a pedido da esposa, mas retornou em 1986 como ritmista da Estácio de Sá. Dois anos depois, tornou-se mestre de bateria. Ao jornal O Globo, ele revelou que não pensa em aposentadoria. “Vou deixar na mão de Deus decidir. Ele que vai falar ‘para’ ou ‘não’”, disse.









