O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou nesta quinta-feira (19/2) o compromisso do país com o Conselho da Paz de Gaza promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião em Washington.
Na ocasião, o mandatário colocou à disposição a colaboração dos Cascos Brancos, força humanitária argentina, para eventual força internacional de estabilização, inclusive em cenários de conflito.
Milei afirmou acreditar em uma diplomacia que “assume riscos para alcançar a paz” e defendeu que a paz duradoura deve se basear em “direitos inegociáveis do homem”.
“Colocamos à disposição a colaboração de nossos Cascos Brancos. A paz duradoura não se constrói sobre consensos que cedem no fundamental. Constrói-se sobre a determinação de defendê-la. Acreditamos em uma diplomacia que assume riscos para alcançar a paz, acreditamos na liderança (…) como a do presidente Trump”, destacou.
Greve geral na Argentina
- A viagem aos Estados Unidos ocorre em meio a forte tensão interna na Argentina.
- Enquanto Milei participava da primeira reunião do Conselho da Paz, o país enfrentava uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) contra a proposta de reforma trabalhista enviada pelo governo ao Congresso.
- A paralisação teve grande adesão e esvaziou áreas centrais de Buenos Aires, além de intensificar protestos nas proximidades do Parlamento.
- A reforma trabalhista, já aprovada no Senado e em discussão na Câmara dos Deputados, é considerada uma das mudanças mais profundas na legislação laboral argentina em décadas.
- O texto flexibiliza contratos, amplia o período de experiência, altera regras de jornada e impõe limites a greves em setores essenciais, sob o argumento de reduzir custos e estimular a formalização do emprego em um mercado marcado por alta informalidade.
Os Cascos Brancos, corpo civil especializado em assistência humanitária, participaram de diversas operações sob coordenação internacional.
Segundo a imprensa internacional, o governo argentino sinalizou que poderia contribuir com missões humanitárias e de estabilização, inclusive em cenários como a Faixa de Gaza, caso uma força internacional seja organizada, apesar das limitações impostas pela atual situação financeira do país.









