Um homem suspeito de matar a companheira a facadas no bairro Sítio Grande, em Guarujá, no litoral de São Paulo, em 3 de dezembro do ano passado, está foragido da Justiça. Ele é procurado pela Polícia Civil.
Geraldo Claudio da Silva Junior, de 58 anos, é acusado de matar Amanda Honorato da Silva, 42, em uma casa na Avenida Gino Fabris.
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A vítima, que é uma mulher trans, foi encontrada morta no quintal da residência. A sala, o quarto, a cozinha e o banheiro do imóvel estavam cobertos de sangue.
Imagens capturadas por câmeras de segurança mostram Geraldo fugindo após o crime. O homem vestia uma camiseta azul, uma bermuda vermelha e utilizava uma bicicleta preta. Veja:
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A análise policial das imagens, editadas para reportagem, destacou que Geraldo recolhe algo do chão e que uma bicicleta é arremessada na direção dele. Em seguida, o homem se dirige à residência e dá uma “voadora” com os pés, em alvo não identificado pelas câmeras.
Novamente, ele pega algo que estava no chão, coloca sobre a bicicleta e deixa o local. Em diferentes momentos o suspeito olha para trás, “denotando possível estado de alerta”, apontou a polícia.
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Casa coberta de sangue
Amanda foi encontrada no quintal da casa com uma lesão na orelha esquerda, característica de um machucado causado por um objeto perfurocontuso.
Diversos cômodos estavam cobertos de sangue. Um pano foi encontrado encharcado de sangue na pia da cozinha do imóvel.
Um perito localizou uma faca com manchas de sangue e com a ponta amassada, indicando que pode ter sido usada no crime.
Dois cachorros também foram encontrados na residência. Os animais receberam cuidados dos policiais que atenderam a ocorrência e já foram adotados.
A polícia também encontrou o portão da casa trancado e manchas de sangue no cadeado (veja imagens acima).
“Essa circunstância sugere que o autor não precisou romper barreiras para acessar a vítima, indicando que poderia ter livre acesso à casa ou, alternativamente, que trancou o portão ao sair, demonstrando familiaridade com o local”, afirmou a polícia.
Relacionamento e histórico do homem
A polícia encontrou as redes sociais do casal. No Facebook, Amanda publicava fotos com Geraldo demonstrando estar em um relacionamento amoroso com ele.
O perfil dele, por sua vez, tinha como estado civil “casado” e tem uma única amiga adicionada: justamente a companheira.
“Tais elementos indicam a existência de vínculo afetivo entre ambos, sendo plausível inferir que a criação do referido perfil tenha ocorrido com a finalidade de dar publicidade à relação ou exercer vigilância sobre a atividade de Amanda na plataforma”, analisou a polícia.
Os investigadores também localizaram um boletim de ocorrência registrado pela mulher em 21 de outubro do ano passado, no qual ela relatava o desaparecimento de Geraldo.
No BO, ela indicou o contato do então patrão dele. Procurado pela polícia, o homem afirmou que Geraldo compareceu ao trabalho na data em que ocorreu o crime. Ele mencionou que precisava de um adiantamento do valor que receberia dali dois dias, alegando que havia “ferido alguém”.
Em mais buscas por Geraldo, a polícia identificou que o homem tem condenações por lesão corporal e roubo qualificado. No último caso, ele foi sentenciado a 18 anos de prisão.
No último 23 de dezembro, um mandado de prisão temporária foi expedido contra o suspeito, com validade para 2045. Até o momento, Geraldo não foi localizado.
O caso segue sendo investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, no litoral paulista.
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