RIO BRANCO (AC) – A probabilidade de confirmação do caso suspeito de mpox registrado na capital acreana é baixa, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, durante coletiva de imprensa neste sábado (21). A paciente, mulher de 40 anos que apresentou sintomas compatíveis com a infecção, foi identificada na última quinta-feira (20) e segue sob acompanhamento da Vigilância em Saúde.
De acordo com o gestor, as investigações preliminares não apontam fatores de risco para a doença. “Pela análise dos dados até o momento, é mais provável que o caso seja descartado. A paciente não teve deslocamento fora do estado e não participou de aglomerações durante o Carnaval”, destacou Biths. Ele ressaltou, porém, que o caso permanece como suspeito até que os resultados dos exames laboratoriais sejam divulgados – previsão para terça ou quarta-feira desta semana.
A mulher foi atendida pela rede municipal de saúde, teve material coletado para análise e permanece em isolamento domiciliar. “Ela está seguindo todos os protocolos para evitar qualquer risco de contaminação às pessoas do seu convívio. Todas as medidas necessárias já foram adotadas”, informou o secretário.
Biths lembrou que a rede pública de Rio Branco já possui experiência no enfrentamento da mpox. Em 2022, foi registrado um caso confirmado; em 2023, suspeitas foram investigadas e descartadas; e em 2024, outro caso foi confirmado. “Os protocolos estão bem estabelecidos e as equipes estão preparadas. Não há motivo para que a população entre em pânico”, garantiu.
Durante a coletiva, o secretário explicou que a transmissão da doença ocorre por contato direto com secreções ou lesões cutâneas, não havendo evidência de propagação pelo ar – por isso, o isolamento domiciliar é suficiente para interromper a cadeia de contágio. A investigação epidemiológica não identificou até o momento contatos da paciente com outras pessoas com sintomas semelhantes, nem vínculo com casos confirmados.
Os sintomas da mpox incluem febre, dor muscular, mal-estar, exaustão e, caracteristicamente, lesões na pele que podem se espalhar pelo corpo, com destaque para a região genital. O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que pessoas com sintomas compatíveis procurem imediatamente uma unidade básica de saúde ou a rede estadual para avaliação médica. O tratamento foca principalmente no controle dos sintomas, com manejo da dor e cuidados específicos com as lesões.
Enquanto aguarda os resultados dos exames, a pasta reforça que todas as medidas preventivas foram implementadas e que o município está preparado para atuar caso haja confirmação do diagnóstico.









