A defesa de Ruan Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque ao Instituto São José, emitiu uma nota oficial na noite desta terça-feira (5) negando qualquer tipo de participação, incentivo ou anuência nos fatos que levaram à morte de duas funcionárias e deixaram outros feridos na capital acreana.
Assinada pelo advogado Antonio Freitas Ferreira Coelho, a manifestação esclarece que a arma utilizada na ação pertencia a Ruan, mas ressalta que o acesso pelo menor aconteceu de forma “indevida”, sem autorização ou conhecimento prévio do responsável. As circunstâncias exatas de como o adolescente obteve o armamento ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.
O comunicado destaca que Ruan recebeu a notícia da tragédia com “profundo pesar e consternação”, manifestando solidariedade às famílias das vítimas e a toda a comunidade escolar. A defesa reforça que ele repudia veementemente os atos praticados e garante que não houve qualquer tipo de conivência por sua parte.
De acordo com o texto, Ruan Amorim tem colaborado ativamente com as investigações desde o primeiro momento. Ele teria se apresentado voluntariamente às autoridades assim que tomou conhecimento do ocorrido, prestando todos os esclarecimentos necessários às forças de segurança.
A nota informa ainda que o caso está sendo acompanhado pela Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da Advocacia da OAB/AC, presidida pelo advogado Bebeto Medeiros. A defesa reitera a confiança no trabalho das instituições e pede o respeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal, assegurando que o padrasto permanecerá à disposição da Justiça para quaisquer novas diligências.
O ataque aconteceu na manhã desta terça-feira no colégio localizado na região central de Rio Branco. As vítimas fatais foram Alzenir Pereira da Silva, 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, 37 anos, que morreram ao tentar conter o atirador para proteger os alunos e colegas. Outras pessoas, incluindo uma estudante, ficaram feridas.
A governadora Mailza Assis declarou recentemente que existem indícios de que o adolescente “não agiu sozinho”, o que deve direcionar os próximos passos da investigação para apurar possíveis influências ou cúmplices no planejamento do atentado.









