A tarde desta quarta-feira (6) foi marcada por profunda comoção no bairro Cidade Nova, onde familiares, amigos e a comunidade se reuniram para o velório e cerimônia religiosa de Alzenir Pereira da Silva, uma das vítimas do ataque ao Instituto São José. Em um clima de muita dor, mas também de fé, o momento serviu como despedida e como um forte apelo por justiça e paz.
A celebração foi conduzida pelo padre Lânio Maximin, que buscou acolher o sofrimento dos presentes. Em sua homilia, ele reconheceu a dificuldade do momento e a revolta causada pela morte violenta. “Às vezes, é o nosso silêncio que fala mais alto. Diante de uma tragédia assim, é natural que surjam perguntas difíceis, indignação e até questionamentos à fé”, afirmou.
O sacerdote lembrou que, mesmo na dor, Deus está próximo dos que sofrem. “Deus é aquele que sofre conosco. A vida é um dom Dele, e para nós, cristãos, a morte não tem a última palavra. A vida nunca é perdida, apenas transformada”, disse, reforçando a crença na vida eterna e no descanso eterno.
Ele destacou as qualidades de Alzenir, lembrando sua bondade, o amor à família e o trabalho que realizava. “Recordamos aqui o bem que ela fez e o carinho que deixou em todos que a conheciam”, pontuou.
Um ponto central da fala foi o repúdio à violência e o chamado para a construção de uma sociedade mais justa. “Somos chamados a viver uma cultura de paz e de encontro, contra a cultura do desprezo à vida humana”, declarou o padre.
Ele defendeu que valores como justiça, fraternidade e respeito devem prevalecer sobre o ódio e a violência, que vitimaram a servidora na tarde de terça-feira.
A cerimônia foi repleta de momentos de emoção, com leituras bíblicas, cânticos e orações, como o Pai-Nosso. Em um gesto unânime, todos os presentes repetiram em coro: “Senhor, escutai a nossa prece”.
O cortejo fúnebre estava previsto para sair às 14h, levando a comunidade a se despedir de uma das vítimas que chocou todo o estado do Acre.








