Aluno de 17 anos é identificado após desenhos com referências violentas encontrados em escola estadual

3 Min Read
Aluno de 17 anos é identificado após desenhos com referências violentas encontrados em escola estadual

Um estudante de 17 anos foi identificado pela direção da Escola Estadual Clícia Gadelha após serem encontrados desenhos e anotações com conteúdo que remete a ações violentas, planejamento de ataques e termos que geraram alarme na comunidade escolar. O material foi descoberto ainda no dia 5 de maio — mesma data do atentado ao Instituto São José, que deixou duas mortas e abalou todo o estado — e o caso foi revelado nesta sexta-feira (8) pela diretora da unidade, Marileide Silva.

Os registros gráficos e escritos traziam elementos que assemelham a plantas baixas do espaço escolar, marcações de “alvos fáceis”, indicações de “pontos de fuga”, horários e até menções a objetos como luvas, cerrote e um possível veículo vermelho.

Segundo a gestora, o aluno assumiu autoria dos desenhos e procurou a direção para se explicar. “Ele pediu desculpas, disse que não tinha intenção de causar pânico ou medo, mas sabia que o conteúdo era delicado, ainda mais agora, depois do que aconteceu”, contou Marileide.

Medidas legais e administrativas

A situação está sendo conduzida em parceria com o Conselho Tutelar. A responsável legal do adolescente foi convocada para uma reunião ainda nesta sexta-feira, com presença de um conselheiro, para definir os próximos passos. Entre as medidas estudadas está a transferência do estudante para outra instituição de ensino, como forma de garantir segurança a todos e também o acompanhamento adequado do jovem.

A diretora aproveitou para esclarecer boatos que circularam na região sobre a possível entrada de arma branca na escola. “Isso não procede, não aconteceu nada disso. O que houve foi apenas o material escrito e desenhado, que já foi todo analisado e recolhido”, garantiu.

Contexto de tensão

O episódio é um dos casos registrados após a tragédia no Instituto São José. A Secretaria de Educação já informou que acionou forças de segurança sempre que surgem relatos, imagens ou mensagens suspeitas nas unidades de ensino. Todos os casos são tratados com rigor, seguindo protocolos de segurança e os caminhos legais, levando em conta o momento de apreensão geral que vive a sociedade acreana.

Para a pasta, o acompanhamento dessas situações é fundamental para prevenir riscos, acolher alunos e manter o ambiente escolar seguro e tranquilo.

Propaganda
Compartilhe este artigo