Representantes de cooperativas, instituições públicas, pesquisadores, produtores e lideranças comunitárias se reuniram na sexta-feira (15), em Brasiléia, para debater caminhos para o desenvolvimento sustentável da região. O seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas” foi promovido pela Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Projeto LEGAL, em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC, e aconteceu no Centro de Educação Permanente (Cedup), contando com mais de 30 participantes.
Durante os debates, foram levantados os principais obstáculos enfrentados por quem atua nas cadeias produtivas: dificuldades para acessar crédito, problemas de logística, falta de assistência técnica, limitações no processamento e na comercialização, além de desafios na gestão e organização social das cooperativas.
Para a coordenadora do Projeto LEGAL/Ufac, professora Luci Teston, o objetivo foi unir forças para encontrar soluções que gerem renda e preservem o meio ambiente. “Queremos identificar os gargalos e pactuar ações concretas, unindo o conhecimento das cooperativas e das instituições públicas para melhorar a qualidade de vida das famílias e manter a floresta em pé”, explicou.
O presidente do Sistema OCB/Sescoop-AC, Valdemiro Rocha, também destacou o papel do encontro: “É um espaço onde as cooperativas mostram o que precisam e o que podem oferecer. Ao aproximar poder público e produtores, abrimos oportunidades para fortalecer a economia de quem vive do extrativismo e da agricultura familiar”.
A programação incluiu rodas de conversa, apresentações e trabalhos em grupo sobre acesso a mercados, gestão cooperativista e desenvolvimento regional. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para qualificar a produção, ampliar a comercialização e reforçar a parceria entre universidade, governo e sociedade organizada.
Estiveram presentes representantes como o subcoordenador do Projeto LEGAL, Orlando Sabino; o conselheiro do TCE-AC, Ronald Polanco; o secretário de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira; e o presidente da Cooperacre, José Rodrigues de Araújo, além do superintendente do OCB/Sescoop-AC, Rodrigo Forneck, que lembrou o cooperativismo como ferramenta de transformação social, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.









