FEM esclarece que verba de R$ 2,4 milhões para Marcha para Jesus não usa recursos do orçamento cultural

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FEM esclarece que verba de R$ 2,4 milhões para Marcha para Jesus não usa recursos do orçamento cultural

Após o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abrir procedimento administrativo para acompanhar a destinação e a prestação de contas dos R$ 2,4 milhões previstos em edital para a realização da Marcha para Jesus em 21 municípios, a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) divulgou nota oficial nesta sexta-feira explicando a origem do dinheiro e o papel da instituição no processo. O objetivo é esclarecer que o valor não compromete verbas destinadas a outras ações culturais ou à classe artística.

Segundo o documento, a Marcha para Jesus faz parte oficialmente do calendário estadual e foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Acre pela Lei nº 4.601, sancionada em junho de 2025. Por se tratar de evento de interesse público e reconhecido culturalmente, recebeu um aporte específico, que não vem do orçamento próprio da fundação.

“Os recursos não pertencem ao orçamento ordinário da FEM, nem estão ligados à Política Nacional Aldir Blanc, ao Fundo Estadual de Cultura, a editais de premiação, prêmios ou qualquer mecanismo de fomento direto aos fazedores de cultura”, destacou a instituição. O valor, conforme explicado, foi definido diretamente pelo Governo do Estado, por meio da Casa Civil, com finalidade exclusiva para a realização das atividades.

A fundação reforçou ainda que sua participação é apenas administrativa e operacional, cuidando da parte formal, dos trâmites legais e da execução correta do recurso que já foi destinado especificamente para esse fim. “Não há utilização de recursos próprios nem desvio de verbas que seriam usadas em outras políticas públicas de cultura”, frisou o texto.

O edital para selecionar a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável por executar o evento segue aberto até o dia 5 de junho. A proposta prevê atividades em cidades de todas as regiões do estado: Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira, Feijó, Brasileia, Senador Guiomard, Mâncio Lima, Epitaciolândia, Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Plácido de Castro, Rodrigues Alves, Acrelândia, Bujari, Manoel Urbano, Porto Walter, Capixaba, Jordão, Assis Brasil e Santa Rosa do Purus.

Para a FEM, além do caráter religioso, a ação contribui para a integração social, o fortalecimento dos laços comunitários e a participação popular, cumprindo função cultural e social nas cidades onde será realizada.

Ao final da nota, o presidente da fundação, Matheus Gomes, reafirmou o compromisso com a lisura do processo. “A FEM reafirma seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos, a transparência dos atos administrativos, o cumprimento rigoroso da legislação vigente e o respeito à diversidade cultural, social e religiosa da população acreana”, concluiu.

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