Operação do MP de São Paulo apura suposta infiltração do PCC em órgãos de segurança e Ministério Público

2 Min Read
Operação do MP de São Paulo apura suposta infiltração do PCC em órgãos de segurança e Ministério Público

O Ministério Público do Estado de São Paulo deu início nesta terça-feira (9) à Operação Infiltrados, voltada a investigar vínculos entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e agentes públicos. A apuração também analisa casos de extorsão, quebra de sigilo funcional e a própria entrada de pessoas ligadas ao crime organizado dentro da estrutura do órgão.

A ação é um desdobramento das operações anteriores chamadas Pronta Resposta e Off White. Conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal, além de equipes de Campinas.

Conforme levantamentos das autoridades, há indícios de que o grupo criminoso teria planejado um atentado contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco. Um dos suspeitos de articular o suposto crime teria se encontrado com o responsável pelas investigações da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas uma semana antes da ação que impediu a tentativa de homicídio em 2025. O encontro foi registrado em imagens de vídeo, que servem de prova para a investigação.

Outro ponto levantado pela equipe é a atuação de um estagiário do próprio Ministério Público, acusado de praticar extorsão contra um integrante do PCC. Segundo as apurações, ele teria conseguido acesso a uma das Promotorias Criminais de Campinas e, com auxílio de outros servidores, identificou um criminoso com expressivo poder financeiro. A partir daí, passou a exigir valores em troca de suposta proteção diante de processos e investigações.

Ainda de acordo com o MP, o estagiário contou com o apoio de um policial penal e de um ex-policial civil, que havia sido expulso da corporação anteriormente por também praticar extorsão.

Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três ordens de prisão temporária, nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.

Propaganda
Compartilhe este artigo