O clima da Copa do Mundo já movimenta o comércio de Cobija, cidade boliviana na fronteira com o Acre. Lojas que trabalham com artigos esportivos registram aumento na procura por camisas e acessórios de seleções, com destaque para os produtos da equipe brasileira, que são os mais buscados tanto por moradores quanto por visitantes do lado brasileiro.
A reportagem registrou grande variedade de modelos expostos. Segundo os vendedores, a preferência fica mesmo com a tradicional camisa amarela. “É a que os brasileiros mais gostam e usam”, explicou um comerciante. A procura costuma aumentar ainda mais nos dias próximos às partidas: o primeiro jogo do Brasil está marcado para o sábado, dia 13.
Entre os consumidores, as escolhas variam: alguns buscam modelos alternativos, como a versão azul, enquanto outros priorizam apenas fazer parte da torcida. Há também quem procure por camisas de clubes brasileiros, como o Flamengo. Muitos compram o item para sentir-se integrados ao clima da competição.
Os números mostram o impacto do evento: antes do início da Copa, estima-se que tenham sido comercializadas cerca de 500 camisas apenas no comércio local. Os preços variam conforme o produto: bandeiras custam entre R$ 25 e R$ 35, enquanto as camisas da seleção são vendidas em média por R$ 90.
Desafios para os comerciantes
Apesar do aquecimento, o cenário também traz dificuldades. Alguns lojistas relatam atrasos nas entregas de mercadorias — em um caso, um pedido de 200 camisas está com previsão de demora de pelo menos duas semanas. Segundo eles, a instabilidade política na região tem dificultado o transporte. A alternativa seria o frete aéreo, mas isso encarece ainda mais os produtos.
Mesmo com esses obstáculos, a demanda segue forte: em uma das lojas, a resposta à pergunta sobre as vendas foi direta: “Está vendendo muito, muito.”












