Os indicadores da dengue no Acre mostram uma melhora significativa neste ano, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde. Até a 18ª semana epidemiológica, foram computados 1.520 casos suspeitos, dos quais 876 foram confirmados. Nenhuma morte foi registrada até o momento, apenas 12 quadros com sinais de agravamento.
Comparando com o mesmo intervalo de 2025, quando foram registrados mais de 6 mil casos, a redução é de 75,5% nos casos prováveis e de quase 86% nos confirmados. Apesar da tendência de queda, houve uma leve alta entre as semanas 14 e 17 — explicada pela própria sazonalidade da doença — mas os números voltaram a recuar logo em seguida.
Como são feitos os diagnósticos
Mais de 7 em cada 10 casos confirmados foram identificados por meio de exames laboratoriais, o que mostra a estrutura da rede de saúde local. O restante seguiu critérios clínicos e o histórico de transmissão na região.
Onde estão concentrados os registros
A maior parte dos casos fica na região do Baixo Acre, responsável por 65% do total, com Rio Branco liderando os números. Na sequência vem o Vale do Juruá, com quase 28% dos registros, onde se destacam Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. O Alto Acre tem a menor incidência, com pouco mais de 7% dos casos, distribuídos principalmente entre Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri.
Atenção com possível novo sorotipo
Atualmente, circulam no estado os tipos DENV-1 e DENV-2. Mas duas amostras coletadas em Rio Branco levantaram suspeita da volta do DENV-3, que não aparecia há tempo. Os materiais foram enviados para análise em laboratório de referência nacional, e o resultado pode indicar uma mudança no perfil da doença, exigindo cuidados redobrados.
Cuidados não podem parar
Mesmo com a queda expressiva, as autoridades reforçam: a doença ainda existe e pode causar complicações graves. Por isso, eliminar locais onde o mosquito se reproduz e manter a limpeza de quintais e terrenos continuam sendo as formas mais eficazes de evitar novos surtos em qualquer época do ano.












