Defeso eleitoral começa hoje: entenda o que muda para Lula, governadores e gestores

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Defeso eleitoral começa hoje: entenda o que muda para Lula, governadores e gestores

Entra em vigor neste sábado (4) o período de defeso eleitoral, marco legal que vale para presidente, governadores, prefeitos e todos os agentes públicos. As regras valem até a posse dos eleitos e visam impedir o uso da máquina pública para influenciar a disputa de 4 de outubro, garantindo igualdade entre os candidatos.

O que fica proibido

-Uso de recursos ou estrutura pública para favorecer candidaturas;

-Participação em inaugurações como candidato;

-Distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios com finalidade eleitoral;

-Publicidade institucional de caráter promocional;

-Transferências voluntárias de verbas da União para estados e municípios;

-Demissões sem justa causa, exonerações e remoções de ofício de servidores;

-Compartilhamento de conteúdo político em horário de trabalho ou por meio de canais oficiais.

Redes sociais e publicações antigas

A regra também atinge postagens feitas antes do início do defeso. A recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU) é suspender perfis institucionais ou arquivar qualquer conteúdo que possa ser considerado irregular, independentemente da data de publicação.

O que continua permitido

-Eventos técnicos, comemorações cívicas, históricas ou culturais já no calendário regular;

-Nomeações para cargos de confiança, Judiciário, Ministério Público e órgãos de controle;

-Convocação de aprovados em concursos homologados até esta data;

-Contratações essenciais para serviços públicos inadiáveis;

-Continuidade de programas sociais permanentes, já previstos em lei e com orçamento aprovado — fica proibido apenas criar ou ampliar iniciativas novas que pareçam tentar atrair votos.

Verbas como emendas parlamentares só podem ser pagas se liberadas até esta data. A regra busca evitar que recursos sejam direcionados na reta final da campanha para beneficiar candidatos.

Os agentes públicos continuam podendo participar de campanhas, mas sempre fora do horário de expediente e sem usar qualquer recurso do Estado.

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