As autoridades espanholas ainda não divulgaram a identidade oficial das 12 pessoas mortas no incêndio florestal que atinge Los Gallardos, na província de Almería, sul da Espanha. A principal razão é o estado dos corpos encontrados na área atingida pelo fogo, muitos deles severamente carbonizados.
De acordo com o La Voz de Almería, as autópsias foram concluídas, mas a confirmação da identidade das vítimas depende agora da análise de amostras biológicas e da comparação dos resultados com registros de pessoas desaparecidas.
Segundo a publicação, as amostras coletadas foram enviadas para exames de DNA. Esse procedimento é necessário quando o reconhecimento visual não é suficiente para identificar os corpos com segurança.
O jornal também informou que havia sete denúncias formais de desaparecimento relacionadas ao incêndio – embora os relatos sejam de mais de 20 desaparecidos.
Por isso, os investigadores precisam cruzar os resultados genéticos com informações fornecidas por familiares e registros oficiais.
A identificação pode ser especialmente demorada porque parte das vítimas foi encontrada em áreas de difícil acesso e em condições que comprometeram os métodos tradicionais de reconhecimento.
Segundo o prefeito de Bédar, Ángel Collado, equipes da Guarda Civil estão realizando buscas casa a casa nos povoados dispersos do município que foram afetados pelas chamas. O objetivo é verificar se há moradores dentro das residências atingidas pelo incêndio iniciado na quinta-feira em Los Gallardos.
Ao menos 1.405 pessoas foram evacuadas.
Nesta sexta-feira (10), o avanço do fogo e a intensidade do vento levaram à evacuação de cerca de 50 moradores da área de El Marchal, no município de Lubrín. O incêndio permanece fora de controle e segue avançando por diferentes frentes.
As condições climáticas continuam dificultando os trabalhos de combate às chamas. Rajadas de vento de até 40 km/h atingem a região e comprometem a atuação das equipes em campo.
De acordo com David Rodríguez, chefe do Grupo de Intervenção do Plano Infoca, o incêndio permanece ativo e ainda há “muito trabalho” pela frente para conter as chamas.
Por que a identificação demora?
Corpos carbonizados: o calor intenso pode impedir o reconhecimento visual.
Necessidade de exames de DNA: a identificação depende da análise de amostras biológicas.
Cruzamento com desaparecidos: os resultados precisam ser comparados com denúncias formais e dados fornecidos por familiares.
Confirmação oficial: as autoridades só divulgam os nomes após a conclusão do processo pericial.












