Nesta segunda‑feira (13), o vereador André Kamai manifestou solidariedade aos alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac) e criticou duramente a atuação da segurança da Prefeitura durante manifestação. Ele cobra explicações do prefeito Alysson Bestene sobre os excessos registrados.
“Nunca vi reação tão ruim e tanta violência como essa”, avaliou. Segundo o parlamentar, o ato era pacífico e os estudantes apenas pretendiam ocupar o prédio para expor suas reivindicações — algo que, conforme lembrou, já foi recebido de modo diferente em outras ocasiões. “Peço que se investigue cada fato. Cenas assim ferem a democracia e o direito de se manifestar”, destacou.
Kamai considera justa a causa: a crise no transporte público prejudica especialmente alunos e trabalhadores, que buscam serviço melhor, mais barato e acessível. Ele espera cumprimento do que for acordado com a gestão.
Na Câmara, o assunto já é tratado há tempo: o vereador encaminhou denúncias ao Ministério Público para celebrar termo que regularize a licitação do sistema. Também protocolou pedido de CPI — já com quatro assinaturas — para analisar contratos emergenciais da época da operação da empresa Ricco. Para ele, a atual prestação de serviço ainda segue sem contrato definitivo.
Pela prefeitura, o secretário Márcio Pereira explicou que já buscou reforçar a frota que atende à Ufac durante a transição. Afirmou ainda haver conversa agendada para as 9h30 com representantes do movimento. Contou que parte do grupo tentou invadir o edifício de uma só vez, o que levou à intervenção — mas admitiu: “Nada justifica violência, o prefeito não compactua com isso”. Também atribuiu falhas aos manifestantes.
Já Alysson Bestene informou que foram somados quatro veículos às linhas que atendem Ufac, Ifac, Uninorte e demais instituições de ensino. Até a próxima quarta‑feira, promete chegar a mais dez acréscimos na frota geral.












