Dois militares norte-americanos são mortos pelo Irã, e EUA respondem com novos ataques aéreos

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Dois militares norte-americanos são mortos pelo Irã, e EUA respondem com novos ataques aéreos
Foto: NAVCENT PUBLIC AFFAIRS / US MARINE CORPS / AFP

Dois militares americanos morreram e um desapareceu em combate na Jordânia após uma série de ataques com mísseis e drones do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que os soldados morreram na sexta-feira (17), quando as forças e seus parceiros se “defenderam de ataques iranianos com mísseis balísticos e drones”.

Um militar americano está desaparecido em combate, enquanto outros quatro foram evacuados para hospitais jordanianos, afirmou o Centcom no X. São os primeiros militares dos Estados Unidos mortos desde que as hostilidades foram retomadas em 7 de julho. Isso eleva para 16 o número total confirmado desde o começo do conflito em 28 de fevereiro.

O exército americano indicou que os Estados Unidos lançaram, na noite deste sábado (18), uma nova série de bombardeios contra o Irã, afirmando querer “punir” a morte dos militares. “As forças norte-americanas começaram a realizar novos ataques aéreos contra o Irã por ordem do comandante em chefe”, escreveu o Centcom no X.

“Esses ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”, acrescentou.

Por sua vez, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou neste sábado infligir uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos após a retomada dos ataques contra o Irã. “Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer”, declarou o aiatolá em uma mensagem escrita citada pela televisão estatal.

Sem precedentes

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelense-americana contra o Irã, havia sido suspensa após o cessar-fogo de abril. Mas, desde a retomada das hostilidades no início de julho, a violência atingiu níveis sem precedentes.

Os ataques entre ambas as partes já são diários e vieram acompanhados de uma série de incidentes marítimos, principalmente no Estreito de Ormuz.

A reabertura dessa via estratégica por parte do Irã havia sido um dos principais êxitos do acordo destinado a conduzir à paz, mas o tráfego marítimo voltou a ficar praticamente paralisado.

Quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos transitava por esse estreito antes da guerra. Com o novo bloqueio iraniano, os Estados Unidos voltaram a impor o bloqueio aos portos iranianos que haviam levantado em cumprimento do acordo-quadro.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste sábado ter “detido”, com drones e mísseis, quatro navios que tentavam cruzar o estreito sem sua autorização e onde, segundo Teerã, dois petroleiros explodiram ao colidir com minas.

“Dois petroleiros, que tentavam atravessar o campo de minas situado ao sul do Estreito de Ormuz, enganados pelos serviços de inteligência americanos, explodiram e pegaram fogo”, afirmaram, sem precisar a nacionalidade dos navios nem se houve vítimas. O Centcom negou.

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