Lula rebate tom de perguntas em sabatina do Jornal Nacional: “parecia que eu estava no Ministério Público”

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Lula rebate tom de perguntas em sabatina do Jornal Nacional: “parecia que eu estava no Ministério Público”

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou nesta quinta-feira (27) que o início de sua sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, teve tom semelhante a um inquérito, ao ser questionado sobre investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o escândalo do INSS. A declaração foi feita logo após a apresentadora Renata Vasconcellos anunciar a mudança de eixo das perguntas para temas como economia, educação e segurança pública.

“Eu acho que é a hora de falar porque eu estava parecendo que eu estava no Ministério Público”, disse Lula, usando a metáfora ao se referir ao órgão responsável por acusações formais nas esferas criminal e civil.

Sobre Lulinha: “Se errou, terá de pagar”

O primeiro bloco da entrevista foi dominado por perguntas sobre os inquéritos da Polícia Federal que investigam o filho do candidato. Lula afirmou não haver acusações formais, apenas “ilações tiradas de telefonemas”, e garantiu que não haverá qualquer tipo de proteção por parte do Palácio do Planalto.

“Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro. Não será protegido por ser meu filho, meu irmão, nada. Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger meu filho”, declarou.

O candidato negou conhecer a empresária e lobista Roberta Moreira Luchsinger e comentou sobre Marcola, pessoa de sua “total confiança” cuja atuação levantou suspeitas ao governo. Disse ainda estar “deprimido” com os desdobramentos e reforçou: “O caminho é um só: é o da investigação”.

Em defesa de Jaques Wagner: “É honesto, até prova em contrário”

Questionado sobre o suposto envolvimento do senador Jaques Wagner com o Banco Master, Lula saiu em defesa do correligionário. Relatório da Polícia Federal apontou conversas telefônicas entre o senador e o ex-sócio do banco, Augusto Ferreira Lima, somando mais de cinco horas e meia, entre novembro de 2023 e maio de 2025.

“Até agora não está provado que o Wagner tenha relações com o Banco Master. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário. Tenho consciência que o Wagner é honesto. Se ele cometer um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com qualquer pessoa”, afirmou.

Escândalo do INSS: “Todos os lesados foram ressarcidos”

Sobre o esquema de desvios no INSS, o candidato afirmou que todos os aposentados prejudicados foram indenizados e que a quadrilha — montada em 2019 — foi descoberta e desmontada por sua gestão. Lula voltou a criticar a cobertura jornalística de acusações anteriores contra ele, dizendo que “a imprensa brasileira comprou a mentira, vendeu a mentira e nunca pediu desculpas”.

No segundo bloco da entrevista, as perguntas passaram a focar em contas públicas, educação e segurança pública, dando espaço a propostas e políticas do governo.

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