O Acre registrou 2.248 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 34 deste ano, conforme boletim oficial da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número representa um aumento em relação aos anos anteriores: foram 2.049 registros em 2024 e 1.730 em 2025. Apesar do volume maior, as notificações vêm desacelerando nas últimas seis semanas analisadas.
O pico de internações ocorreu por volta da semana 22, com 103 casos em uma única semana. Na semana 34, o número caiu para 41. No entanto, o boletim alerta para uma retomada da circulação do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, a partir da semana 32, em agosto. Na semana 33, foram confirmados 133 casos positivos, acendendo alerta para a manutenção de medidas de prevenção.
Distribuição: interior tem taxa maior do que a capital
Rio Branco concentra o maior número absoluto de casos, com 972 registros. Quando calculada proporcionalmente à população, porém, a incidência é mais elevada em municípios do interior. Destacam-se Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima e Jordão, na região do Juruá, além de Assis Brasil, na fronteira com o Peru, que registra taxa de 28,1 casos por grupo populacional. Porto Walter apresentou a menor taxa do estado, com 6,4.
Entre os vírus mais identificados nas amostras de pacientes hospitalizados, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal, especialmente entre crianças. O Rinovírus segue em circulação constante, enquanto a Influenza A, que havia recuado em 2025, voltou a aparecer com frequência elevada em 2026. A partir da semana 29, enquanto VSR e Influenza começaram a ceder, o Rinovírus permaneceu estável e a Covid-19 retomou crescimento.
Crianças de 0 a 9 anos são o grupo mais atingido, com destaque para a faixa de 2 a 4 anos. Os casos entre bebês menores de dois anos vêm crescendo. Idosos com 60 anos ou mais formam o segundo principal grupo de risco, com retorno de alta nos registros após queda em 2025. O Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior volume de internações por SRAG no estado.
Foram confirmados 57 óbitos por SRAG até agora em 2026 — número inferior aos 166 de 2024 e aos 106 de 2025. Idosos concentram o maior número de mortes, embora com queda em relação aos anos anteriores. Um dado que preocupa é o aumento de óbitos entre bebês menores de dois anos: 12 registros em 2026, contra oito em cada um dos dois anos anteriores.
A Sesacre reforça que a vacinação é a medida mais eficaz de prevenção, especialmente para grupos vulneráveis: crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas. A pasta recomenda a manutenção dos cuidados básicos e o acompanhamento da evolução dos casos nas próximas semanas.












