O ator Victor Wagner conquistou a televisão brasileira em meados dos anos 1990 e carregou o posto de galã ao estrelar papéis de destaque em novelas da extinta TV Manchete. Hoje, aos 67 anos, ele segue um rumo oposto à carreira artística: vive de forma discreta, longe dos holofotes, e trabalha como fisioterapeuta.
Wagner dedicou anos ao teatro e à dramaturgia. Na televisão, ganhou destaque em 1996 ao interpretar o contratador João Fernandes na novela “Xica da Silva”, contracenando com Taís Araújo. Antes disso, estreou no veículo em “Tocaia Grande” (1995), também da Manchete, no papel do coronel Felipe Sampaio, fazendo par romântico com a personagem de Giovanna Antonelli. Ele ainda esteve no elenco de “Mandacaru” (1997) e “Brida” (1998).
Com a extinção da TV Manchete, em 1999, o ator migrou para outras emissoras de televisão. Entre as produções em que trabalhou posteriormente, estão “Pícara Sonhadora” (2001) e “Cristal” (2006), do SBT, além de “Os Mutantes” (2008), da Record. Na TV Globo, fez participações nos programas “Você Decide” (2000) e “Linha Direta” (2005).
Sua última participação em novelas ocorreu em “Escrava Mãe”, exibida pela Record em 2016. A transição profissional, no entanto, aconteceu gradualmente: antes mesmo de iniciar a trajetória na TV, Victor Wagner já era formado em Fisioterapia e possuía experiência na área.
Atualmente, ele trabalha como fisioterapeuta e massagista, exercendo ambas as atividades na cidade de São Paulo.
Em entrevista ao Gshow, em março de 2024, Victor Wagner comentou sobre a mudança de rumo. “Trabalhei com esse ramo [fisioterapia] até os 30 anos, quando o teatro me encantou e mudei de área. Mas, hoje, resolvi me aposentar da atuação”, explicou.
Ele acrescentou sobre o momento atual: “Moro em São Paulo e voltei a trabalhar como fisioterapeuta cobrando valores irrisórios. Três sessões de fisioterapia não pagam uma sessão inteira. Mas como dou muitas sessões, compensa”.
Victor também contou que oferece seus serviços para ajudar os moradores do Palacete dos Artistas, conjunto habitacional em São Paulo destinado a acolher artistas aposentados em situação de vulnerabilidade social. “Sou uma espécie de faz tudo lá. Faço massagem, sessões de fisioterapia, ajudo a montar telão para eles assistirem a filmes e procuro dar um apoio cultural também. Talvez um dia me mude para lá também”, disse.












