O Acre registrou três ocorrências de racismo por homofobia ou transfobia em 2025, queda de 66,7% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados nove casos. Os números fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado em um período em que o estado realiza ações de valorização da diversidade e direitos da população LGBTQIAPN+. Apesar da redução, o levantamento alerta para uma grave lacuna estatística que impede conhecer a real dimensão da violência contra esse grupo no estado.
Na comparação com os demais estados do Norte, o Acre apresentou um dos menores quantitativos registrados. Em 2025, o Amapá registrou 15 casos, o Amazonas 21, o Pará 38, Rondônia seis e Roraima também três. O Tocantins não apresentou registros para essa categoria.
O próprio Anuário faz uma ressalva fundamental: o baixo volume de registros não indica, necessariamente, que a violência não ocorre. O Acre, assim como o Rio de Janeiro, não possui dados consolidados sobre categorias graves de crimes contra pessoas LGBTQIAPN+, como lesão corporal dolosa e homicídio doloso. A limitação é atribuída à falta de ferramentas adequadas nos sistemas de segurança pública para identificar e contabilizar essas ocorrências.
Enquanto o Brasil registrou 5.452 casos de lesão corporal dolosa e 187 homicídios dolosos contra pessoas LGBTQIAPN+ em 2025, o Acre não dispõe de números consolidados nessas categorias, o que impede uma avaliação precisa da violência enfrentada pela população no estado. O estudo também destaca a subnotificação como um fator relevante, ou seja, os registros oficiais tendem a ser menores do que a realidade vivida pela comunidade.












