Elizabeth Ruiz construiu uma carreira de mais de duas décadas no entretenimento da República Dominicana e se tornou conhecida do público em diferentes frentes. Atriz, apresentadora, modelo e produtora audiovisual, ela morreu aos 49 anos nesta quarta-feira (16), após enfrentar um câncer que decidiu manter em segredo dos fãs e do público.
Conhecida artisticamente como “La Colorá”, Elizabeth começou a trabalhar ainda jovem e passou por campanhas publicitárias, televisão, cinema, teatro e rádio. Ao longo dos anos, consolidou uma trajetória diversificada e ganhou maior projeção ao interpretar Sobeida na trilogia de comédia Lotomán.
Começo da carreira
A trajetória artística de Elizabeth começou em 1997, quando foi escolhida para participar de uma campanha publicitária da Ron Bermúdez. Depois, entrou para a agência de modelos Benedicto e passou a ampliar sua presença no meio artístico.
Em 2000, integrou o elenco de bailarinas e humoristas do programa “9×9”, de Roberto Salcedo. Foi nesse período que o apelido “La Colorá” se tornou sua marca artística.
A televisão passou a ocupar espaço importante em sua carreira. Elizabeth trabalhou na Antena Latina, onde participou de programas como Rincón Paraíso e El Bachatón. Mais tarde, criou o Elizabeth Light, atração que apresentou e produziu.
Ela também passou pelo rádio como coapresentadora do programa A Toa con Mamá, transmitido pela Rumba FM.
Sucesso como Sobeida em ‘Lotomán’
Foi no cinema que Elizabeth conquistou um dos papéis mais lembrados de sua carreira. Ela interpretou Sobeida na trilogia dominicana Lotomán, dirigida por Archy López. A atriz esteve nos três filmes da franquia: Lotomán (2011), Lotomán 2.0 (2012) e Lotomán 003 (2014).
A personagem ganhou tanta repercussão que a atriz foi incluída no livro La Sonrisa del Caribe, do jornalista espanhol Fermín Cabanillas Serrano, apresentado durante o Festival de Cine Global Dominicano.
Elizabeth também participou de outras produções cinematográficas, como Tubérculo Presidente (2016), ao lado de Fernando Carrillo, Julián Gil e Cheddy García. No teatro, integrou o elenco da peça Malas, novamente ao lado de Cheddy.
Produtora e vida pessoal
Além de trabalhar diante das câmeras, Elizabeth também atuou nos bastidores do audiovisual. Ela fundou a La Colorá Films, empresa dedicada à produção de projetos na área.
Na vida pessoal, a atriz foi casada com o empresário equatoriano Francisco Javier Carrillo, com quem teve a filha Miranda. Ela também era mãe de Andrés Alfonso, fruto de seu relacionamento com o cineasta Alfonso Rodríguez.
Após a morte da artista, Alfonso Rodríguez publicou uma homenagem nas redes sociais, mas direcionou o texto principalmente ao filho dos dois, Andrés. O cineasta falou sobre a dificuldade de acompanhar o sofrimento de um filho diante da perda da mãe.
“Hoje meu filho Andrés enfrenta uma dessas dores que não têm comparação: a partida de sua mãe”, escreveu.
Rodríguez também afirmou que gostaria de poder assumir o sofrimento do rapaz e reforçou que ele não precisará atravessar o luto sozinho. “Você perdeu sua mãe, e esse lugar ninguém poderá ocupá-lo jamais. Mas você tem um pai que te adora”, afirmou o cineasta.
Ao final da mensagem, pediu que Andrés vivesse a dor no próprio tempo e preservasse a memória de Elizabeth por meio das lembranças e dos ensinamentos deixados por ela.
“Guarde sua mãe naquele lugar onde ninguém pode tirá-la: em suas lembranças, no que ela te ensinou, no que você é e em tudo o que dela viverá para sempre dentro de você”, escreveu.












