Cerca de 500 escolas devem permanecer fechadas ou funcionar parcialmente na França nesta segunda-feira (5), em meio à preocupação com novos episódios de violência durante protestos de estudantes. As manifestações, que começaram na região de Paris e se espalharam pelo país, são motivadas por problemas na educação, como falta de professores, salas superlotadas e deficiências na manutenção dos prédios escolares.
Segundo o NOS, emissora pública dos Países Baixos, milhares de estudantes, universitários e professores participam dos atos. A maior parte das manifestações ocorre de forma pacífica, mas alguns protestos terminaram em vandalismo, ataques contra policiais e outras pessoas e lançamento de fogos de artifício.
A situação levou as autoridades francesas a manter escolas fechadas por motivos de segurança. De acordo com o Ministério da Educação, alguns prédios também não poderão receber alunos porque foram danificados durante os protestos. Na sexta-feira (2), centenas de escolas já haviam sido fechadas preventivamente.
A mobilização ganhou ainda mais força com a adesão de estudantes universitários, que também reivindicam mais recursos para as universidades. Uma nova jornada de protestos está prevista para terça-feira (6).
Segundo informações citadas pelo NOS, o jornal francês Le Monde contabiliza mais de 5 mil detenções desde o início das manifestações, sendo cerca de 85% dos detidos menores de idade. O Ministério da Educação afirma ainda que 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas e que 78 funcionários ou professores ficaram feridos durante os distúrbios.
As organizações estudantis que convocaram os atos, por sua vez, afirmam que os episódios de violência não são praticados pelos estudantes envolvidos nas manifestações, mas por terceiros que se aproveitam dos protestos.












