Flávio reage à redução de vantagem e derrota no Congresso na reta final do segundo turno

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Flávio reage à redução de vantagem e derrota no Congresso na reta final do segundo turno

Com apenas dez dias restantes até o segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) reajusta sua estratégia. O mais recente levantamento do Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (15), mostra a disputa em situação de empate técnico: 51% de votos válidos para Flávio contra 49% para Lula (PT), dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na pesquisa anterior, a diferença era de quatro pontos.

Recuo sobre a escala 6×1

Uma das derrotas mais expressivas da oposição foi a aprovação, nesta quarta-feira (14), da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz gradualmente a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A pauta era criticada por Flávio desde o primeiro turno, que chegou a classificá-la como “oportunista”. Contudo, diante da popularidade da medida inclusive entre seus próprios eleitores, o senador mudou de posição e anunciou voto favorável, ainda que tenha votado de forma remota, em cumprimento de agenda de campanha.

A mudança ocorreu após visita de Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Integrantes da campanha admitem que, caso eleito, poderão propor ajustes na legislação, especialmente no que se refere à compensação aos custos para empresas — sem ainda apresentar valores ou fontes de financiamento.

A tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos na PEC da Segurança Pública resultou em um impasse que levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a retirar a matéria da pauta. O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou Alcolumbre de agir em favor do governo e comparou sua postura ao rei Luís XIV. Já a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), classificou a iniciativa como chantagem e afirmou que o tema será debatido separadamente.

Federações partidárias como União Brasil-PP e Republicanos anunciaram apoio a Flávio no segundo turno. Porém, os mesmos partidos mantêm a aliança que sustenta Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara — e Motta já declarou apoio à reeleição de Lula. A decisão frustrou a expectativa do PL de, com sua bancada crescente, eleger o próximo presidente da Casa.

A campanha de Flávio passa a centrar críticas nos custos das medidas anunciadas pelo governo às vésperas da eleição: ampliação do teto do MEI, reajuste do Bolsa Família e proposta de passe livre nos fins de semana. A ausência de fontes de financiamento claras para algumas iniciativas abre espaço para questionamentos fiscais junto ao mercado e empresariado. Flávio se reuniu recentemente com cerca de 500 empresários em São Paulo, recebendo documento com pautas como aumento da idade mínima de aposentadoria e revisão de programas sociais.

Próximos passos

-Domingo (18/10): ato público na Avenida Paulista, em São Paulo, com expectativa de 20 mil pessoas
-Debate da Band: confronto direto entre os dois candidatos, às 20h — Flávio havia sinalizado ausência, mas recuou após alerta de aliados sobre o risco de desgaste
-Ampliação de atuação no Nordeste, região onde Lula mantém tradição eleitoral mais forte

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