Levantamento do SPC Brasil revela que 48,45% da população adulta da Região Norte — ou seja, cerca de 6,89 milhões de pessoas — estava com restrição de crédito em setembro de 2026. É o segundo maior índice do país, ficando apenas ligeiramente abaixo da Região Centro-Oeste, que registrou 48,74%.
Dívidas crescem mais rápido que o número de devedores
O cenário é de agravamento da situação financeira. Em um ano, o número de pessoas negativadas aumentou 7,25%, mas a quantidade de dívidas em atraso cresceu ainda mais: 14,99%. Isso mostra que quem já estava endividado acumulou mais débitos do que surgiram novos devedores. Na comparação com o mês anterior, os índices avançaram 0,85% no total de pessoas e 2,15% no volume de contas atrasadas.
Empresas também sentem o impacto
A inadimplência entre os negócios segue a mesma tendência. O número de empresas com contas em atraso subiu 12% em 12 meses, enquanto o montante de dívidas empresariais vencidas saltou 15,39% — um ritmo um pouco acima da média nacional, que foi de 15,35%.
Os dados indicam que o endividamento continua crescendo de forma mais intensa do que a própria base de devedores, sugerindo um aprofundamento das dificuldades financeiras tanto entre famílias quanto entre empresas da região.












