Um objeto inflável no formato de míssil com a frase em inglês “Trump nuke Brazil” — que significa algo como “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares” — foi levado a um ato em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo, 18, na Avenida Paulista, em São Paulo. Pessoas vestindo verde e amarelo foram vistas carregando o objeto, mas seus autores não foram identificados.
A cena gerou forte repercussão e críticas de autoridades. O ministro Guilherme Boulos (PSOL) classificou o episódio como “inacreditável” e uma “indecência”. A deputada Erika Hilton (PSOL) chamou de “escândalo”, enquanto a deputada Sâmia Bomfim (PSOL) usou o termo “vendidos” em referência aos responsáveis.
O episódio relembrou outras peças infláveis que marcaram protestos no país nos últimos anos:
-Setembro de 2021: Um míssil inflável de cinco metros, com formato fálico e cores verde e amarela, foi levado à mesma Avenida Paulista. Na base, trazia o lema do Exército: “Braço forte, mão amiga”. Os autores se mantiveram anônimos.
-2015 — Pato da Fiesp: Um pato amarelo de dez metros foi instalado em frente à sede da Fiesp para criticar o aumento de impostos. A peça ganhou versões menores em outras cidades.
-2015 — Pixuleco: Boneco de Lula com roupas de presidiário, criado pelo Movimento Brasil Limpo e levado a diversos estados. O nome fazia referência a termos da Operação Lava Jato.
O caso acontece em momento em que se discute interferência externa nas eleições brasileiras, com o segundo turno marcado para 25 de outubro. Donald Trump já declarou acompanhar o processo eleitoral “de perto”. Recentemente, também foram registradas reclamações sobre possíveis inconsistências em ferramentas digitais: a Meta IA recusou gerar imagens com o tema “Vote Lula”, mas atendeu solicitações semelhantes relacionadas a Flávio Bolsonaro; e o perfil oficial de Lula enfrentou dificuldades para impulsionar postagens no Instagram no início do mês.











