Os amantes da astronomia poderão observar o pico da chuva de meteoros Orionídeas nesta quarta-feira, 21 de outubro. O fenômeno será visível em todo o território nacional, com melhor visualização na segunda metade da madrugada, após a Lua se pôr.
As Orionídeas resultam da passagem da Terra pelos detritos deixados pelo cometa Halley, que orbita o Sol a cada 75 a 76 anos. Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre a cerca de 66 km/s, queimam e criam rastro luminoso visível no céu. O fenômeno tem uma taxa média de 20 meteoros por hora em condições ideais, e é conhecido por seus rastros rápidos e brilhantes que frequentemente deixam trilhas persistentes.
O nome vem da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem se originar, próximo à estrela Betelgeuse. A chuva está ativa de 2 de outubro a 7 de novembro, com o pico previsto para esta noite.
Como observar
O radiante de Órion sobe mais alto no céu entre 1h40 e o amanhecer. Neste horário, a Lua estará abaixo do horizonte, deixando o céu mais escuro. Para observar, procure um local afastado da poluição luminosa, olhe em direção ao nordeste e mantenha o olhar deslocado cerca de 30 a 45 graus ao redor da constelação de Órion. Não é necessário nenhum equipamento especial — apenas paciência e um céu limpo.
Se você avistar um bólido — um meteoro especialmente brilhante — pode registrar sua observação no portal Exoss/IMO em https://exoss.imo.net. O formulário é simples e ajuda pesquisadores a mapear a trajetória e origem desses objetos. São solicitados dados como horário preciso, ponto de entrada e trajetória no céu. Lembre-se: relate apenas objetos rápidos e pontuais; satélites, aeronaves e lançamentos de foguetes não fazem parte da pesquisa.












