Nesta terça-feira, 20 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou junto ao Tribunal Superior Eleitoral a autorização para levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, estendendo a medida também aos familiares e empresas vinculadas a ele. O gesto responde diretamente ao desafio feito durante o debate televisivo da Band, quando propôs ao adversário Flávio Bolsonaro que ambos abram suas informações para escrutínio público.
A proposta estabelece reciprocidade: todos os dados de Lula, da primeira-dama Janja e de seus cinco filhos poderão ser divulgados, desde que Flávio faça o mesmo em relação a si próprio, à esposa Fernanda, aos pais Jair e Rogéria Bolsonaro e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. O pedido também abrange empresas com vínculo aos candidatos — uma ligada a Lula e cinco citadas como vinculadas a Flávio, entre elas uma localizada no exterior. Lula defende que a transparência deve acontecer até esta quarta-feira, 21, para que o eleitorado tenha tempo de analisar as informações antes de ir às urnas no domingo, dia 25. “Quero ver se ele tem coragem”, declarou Lula ao comentar a iniciativa em evento de campanha no Maranhão.












