Falha descoberta por IA faz Anatel e tribunais suspenderem sistemas no Brasil

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Falha descoberta por IA faz Anatel e tribunais suspenderem sistemas no Brasil

A descoberta de duas falhas graves de segurança em uma tecnologia utilizada por milhões de sites levou órgãos públicos brasileiros a restringir o acesso a serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tribunais federais estão entre as instituições que adotaram medidas preventivas diante do risco de invasões.

O problema está no PHP, uma linguagem de programação amplamente empregada no funcionamento de páginas e sistemas na internet. As vulnerabilidades permitem que criminosos executem comandos remotamente em servidores afetados, mesmo sem possuir login ou senha.

A gravidade do caso levou o governo federal a divulgar, na quarta-feira (21), uma recomendação para que órgãos públicos atualizem imediatamente os sistemas que utilizam a tecnologia.

O alerta foi emitido pelo Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov). Segundo o órgão, as falhas podem permitir a execução de códigos maliciosos e comprometer informações armazenadas nos servidores.

Até o momento, não há confirmação de invasões de grande impacto decorrentes dessas vulnerabilidades no Brasil.

Quais serviços foram afetados?

Na Anatel, a resposta foi suspender temporariamente o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma utilizada por órgãos públicos para administrar documentos e processos digitais.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) adotou medida semelhante, seguindo uma orientação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Segundo o TRF1, a suspensão busca preservar a segurança das informações institucionais enquanto são realizadas avaliações técnicas.

O tribunal informou que ainda não há previsão para a normalização do acesso externo.

Na Justiça Federal da 4ª Região, serviços digitais também tiveram o acesso pela internet interrompido. Já o TRF6, responsável por Minas Gerais, suspendeu o expediente e os prazos processuais após identificar instabilidades em sistemas eletrônicos.

As restrições foram adotadas por precaução. A existência das vulnerabilidades não significa que os sistemas tenham sido invadidos ou que informações tenham sido acessadas indevidamente.

Por que a falha preocupa?

O PHP está presente em cerca de 70% dos sites que utilizam linguagens de programação identificáveis, segundo estimativas citadas pela empresa de cibersegurança Wiz.

A tecnologia integra o funcionamento de plataformas como WordPress, Drupal, Joomla e sistemas utilizados por empresas, governos e instituições de ensino.

As falhas atingem o próprio funcionamento do PHP, o que amplia o número potencial de aplicações expostas.

Os desenvolvedores já disponibilizaram correções para versões recentes do software. O governo brasileiro recomenda a instalação imediata dessas atualizações e, quando isso não for possível, a avaliação da suspensão temporária do acesso externo aos sistemas vulneráveis.

Alerta também atingiu outros países

A reação se estendeu para além do Brasil. Governos e empresas de diferentes países retiraram serviços temporariamente do ar para reduzir a exposição a possíveis ataques.

Na França, páginas de órgãos públicos ficaram indisponíveis após orientações da agência nacional de cibersegurança. A medida também afetou serviços governamentais em outros países europeus.

Nos Estados Unidos, autoridades de segurança recomendaram a aplicação urgente das correções e o isolamento de sistemas vulneráveis quando a atualização imediata não fosse possível.

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