O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta forneça, em até 24 horas, um relatório com dados técnicos sobre o canal “Exército de Lula”, que já ultrapassa 8,3 milhões de seguidores no Whatsapp.
A solicitação atende a um pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na terça-feira (20), que acusa a Meta de ignorar “a atuação coordenada” do canal feita pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
O relatório solicitado deverá averiguar:
- A existência de sincronização de atividades, replicação de mensagens e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas da Meta
- Se há publicidade paga, impulsionamento ou distribuição patrocinada
- Os padrões de engajamento, alcance, compartilhamento e eventual ampliação artificial
- A circulação dos conteúdos publicados no grupo
- Uma análise de todos os pedidos formulados no processo
A decisão também determina que a Meta detalhe quais critérios técnicos utiliza para diferenciar “mobilização legítima” de “comportamento coordenado irregular”.
Esta não é a primeira decisão da Corte eleitoral envolvendo o “Exército de Lula”. Na semana passada, o canal saiu do ar temporariamente após Nunes Marques determinar que ele fosse registrado junto à Justiça Eleitoral como meio de comunicação oficial da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).












