Brasileira morre em lua de mel em Portugal após reação alérgica; entenda

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Brasileira morre em lua de mel em Portugal após reação alérgica; entenda

A enfermeira brasileira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, morreu na quarta-feira (21) após sofrer uma reação alérgica grave durante a lua de mel em Portugal. Ela estava no país com o marido, Tiago Nascimento, com quem havia se casado no dia 10 de outubro, depois de dez anos de relacionamento.

Amanda tinha alergia a frutos do mar e, segundo o relato do marido ao Metrópoles, passou mal após experimentar um pedaço de lula empanada. Os primeiros sintomas foram leves, mas o quadro se agravou ao longo das horas seguintes, com manchas na pele, inchaço e dificuldade para respirar.

A brasileira recebeu os primeiros socorros em Leiria e foi posteriormente transferida para o Hospital Universitário de Coimbra. Apesar do atendimento médico, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O casal tinha retorno ao Brasil previsto para esta sexta-feira (23).

A morte provocou comoção entre familiares e amigos, que organizaram uma campanha para arrecadar R$ 38 mil e custear o traslado do corpo ao Brasil. A mobilização alcançou o valor necessário, segundo informações divulgadas pela família.

Embora o casal tivesse contratado um seguro viagem, Tiago relatou que a cobertura funcionava por reembolso. Dessa forma, os familiares precisariam antecipar o pagamento do traslado para depois solicitar a restituição à seguradora.

O que observar na contratação do seguro viagem?

O seguro viagem oferece proteção para diferentes imprevistos, mas as coberturas variam conforme o plano contratado. Além das despesas médicas e hospitalares, algumas apólices incluem traslado de corpo em caso de morte no exterior. Por isso, é importante conferir quais serviços estão previstos, os limites financeiros e as condições para utilizá-los.

Outro ponto é a forma de pagamento. Dependendo do contrato, a seguradora organiza e custeia diretamente o serviço ou exige que os familiares antecipem as despesas para solicitar reembolso posteriormente. Essa diferença merece atenção, especialmente em situações que envolvem valores elevados.

Em entrevista anterior ao InfoMoney, Paulo Correa, sócio-diretor da Papin Corretora de Seguros, também destacou a importância de seguir os procedimentos da seguradora em situações de emergência. Em muitos casos, o atendimento deve ser solicitado pela central responsável, que orienta os próximos passos e indica os prestadores disponíveis.

O especialista recomenda ainda que o viajante compartilhe uma cópia da apólice com seu acompanhante, já que nem sempre terá condições de acionar o seguro pessoalmente. “É sempre bom alguém que esteja com você ter uma cópia da apólice. Na hora, a pessoa pode não conseguir acionar a central ou nem lembrar disso”, afirmou.

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