Eduardo fala em chamar fuzileiros e que Flávio deve deixar o país se perder

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Eduardo fala em chamar fuzileiros e que Flávio deve deixar o país se perder
Reprodução/YouTube

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos Estados Unidos nesta sexta-feira (23/10), que é preciso “mandar os fuzileiros navais” caso o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), perca a eleição neste segundo turno.

A declaração do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi dada ao vivo, no estúdio, durante o podcast “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder.

Eduado, ao ser questionado por um espectador no chat sobre o que a família faria diante de uma eventual derrota, respondeu em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais”, disse rindo, em seguida.

O apresentador norte-americano, porém, levou a fala a sério e comentou a possibilidade de uma reação política da esquerda brasileira.

“Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão”, afirmou Crowder.

Na sequência, Eduardo defendeu que o irmão deixe o Brasil se perder a disputa. Segundo ele, Flávio ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

“Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, declarou.

Eduardo volta a questionar urnas eletrônicas

Na mesma entrevista, Eduardo colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. “O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, disse.

“Nós usamos um sistema eletrônico totalmente centralizado. O que significa que você precisa confiar nos 20 burocratas que contam os votos em Brasília. E, no fim do dia, você precisa esperar eles dizerem quem é o ganhador”, completou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que nunca houve comprovação de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras.

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