A Reuters confirmou nesta terça-feira (27), por meio de duas fontes — um aliado próximo e uma autoridade do governo americano —, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está nos Estados Unidos. A saída ocorre no mesmo dia em que ele deveria ter entregado seus passaportes à Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Horas antes de deixar o país, em vídeo nas redes sociais, Flávio havia negado qualquer intenção de sair do Brasil: “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração.” A defesa do senador ainda não se pronunciou oficialmente sobre a informação confirmada pela Reuters.
A determinação de entrega dos passaportes faz parte de um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. A decisão foi tomada após o irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, sugerir publicamente que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição.
Uma terceira fonte apurou que as duas filhas do senador não compareceram às escolas em Brasília nesta terça-feira, reforçando a suspeita de que ele não viajou sozinho.
A Polícia Federal informou que não há registro de saída de Flávio por nenhum posto migratório oficial do Brasil. Autoridades argentinas também negaram ter registrado sua entrada no país e inspecionaram um jato particular em Puerto Iguazú sem encontrar seu nome em planos de voo. Um porta-voz do presidente argentino Javier Milei confirmou que não há pedido de asilo registrado.
A situação reacende comparações com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos após a derrota eleitoral de 2022. Diferente de seu pai, que posteriormente retornou ao Brasil e foi condenado, o paradeiro exato e os próximos passos de Flávio ainda não estão claros.
Até o momento, o senador não reconheceu oficialmente sua derrota nas urnas, embora seu partido, o PL, tenha feito isso na segunda-feira.












