Renato Cariani, de 50 anos, é um dos nomes mais conhecidos do universo fitness brasileiro. Empresário, fisiculturista e influenciador digital, ele conquistou milhões de seguidores ao compartilhar conteúdos sobre musculação, alimentação, exercícios físicos e transformação corporal. Nesta quarta-feira (28), voltou ao centro das atenções após a repercussão do pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em um processo por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Com mais de 11 milhões de seguidores no Instagram e cerca de 8 milhões de inscritos no YouTube, Cariani construiu uma carreira que ultrapassou o ambiente das academias. Seus vídeos, que acumulam aproximadamente 1 bilhão de visualizações, abordam desde técnicas de treinamento até orientações sobre hábitos alimentares e o cotidiano de atletas.
Nas redes sociais, ele se apresenta como professor de química, professor de educação física, atleta profissional, empresário e criador de conteúdo. Também é conhecido por incentivar a prática da musculação e divulgar o fisiculturismo brasileiro.
Casado com Tatiane Martines Cariani, o influenciador transformou sua experiência com o esporte em uma marca pessoal, tornando-se uma figura popular entre pessoas que buscam ganhar massa muscular, emagrecer ou adotar uma rotina de exercícios.
Além da atuação na internet, Cariani é sócio da Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa localizada em Diadema, na Grande São Paulo. Foi justamente a atividade empresarial que o colocou no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. O caso começou a ser investigado em 2019, depois que a farmacêutica AstraZeneca identificou notas fiscais emitidas pela Anidrol referentes a operações comerciais que não reconhecia.
Segundo os investigadores, a empresa teria sido utilizada em um esquema de desvio de produtos químicos destinados à fabricação de drogas, especialmente cocaína e crack. Em dezembro de 2023, Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi indiciado naquele mês e se tornou réu em fevereiro de 2024.
O Ministério Público sustenta que o influenciador e outros investigados participaram de operações fraudulentas envolvendo a comercialização de substâncias químicas. A acusação também aponta suspeitas de lavagem de dinheiro para ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.
Nas alegações finais apresentadas na quarta-feira (21), o MP-SP pediu a condenação de Cariani e de outros dois empresários. Caso a Justiça acolha integralmente as acusações, a soma das penas poderá chegar a 51 anos e oito meses de prisão. O limite legal de cumprimento efetivo da pena, entretanto, é de 40 anos.
A defesa do influenciador nega as acusações e afirma que demonstrará a improcedência das teses apresentadas pelo Ministério Público. O advogado Aldo Romani Netto declarou ao g1 que confia na absolvição do empresário após a análise das provas.
Cariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi condenado. A decisão caberá à Justiça após a conclusão da fase de alegações finais.











