A declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que seria “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” provocou incômodo nos bastidores do governo Donald Trump, segundo a coluna de Patrícia Vasconcellos, do SBT News. Um integrante da administração americana teria comentado que apresentar-se dessa forma não era algo que Washington desejaria.
O relato surge em meio a conversas internas sobre a presença da família Bolsonaro nos Estados Unidos e os reflexos do assunto na relação com o Brasil, de acordo com a jornalista.
Ao ser instado pela mídia a comentar a carta de Flávio, Trump evitou se posicionar diretamente sobre a frase em que ele se declarou presidente e confirmou que o senador recebeu autorização para entrar no país.
Bem, não vou comentar isso, mas sei que demos autorização para que ele entrasse no país, então vamos ver. Mas não vou me envolver”, afirmou o presidente americano.
Apesar de sinalizar que não pretende se envolver, Trump classificou a eleição brasileira como “muito estranha” e disse considerar injusto o tratamento dado ao senador e à família.
“E, como você sabe, não tomei partido na eleição, mas, quando vejo algo inadequado, eu me manifesto. Achei que ele e sua família foram tratados de maneira muito injusta”, declarou.
A expressão que chamou a atenção do governo americano constava na primeira versão de uma carta de três páginas distribuída na quarta-feira (28) a veículos brasileiros e estrangeiros, em diferentes idiomas. Minutos depois, o trecho foi alterado para “o líder do Brasil”.
Segundo a coluna, não há confirmação de que a mudança tenha ocorrido após questionamentos de aliados do senador.
No documento, Flávio afirmou que “não abandonou os brasileiros” e indicou que pretende fazer pronunciamentos regulares nos próximos dias, além de apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição.
Os detalhes de seus planos nos Estados Unidos seriam tema de uma coletiva de imprensa prevista para esta quinta-feira (29), em Miami. O encontro, porém, foi cancelado na tarde de quarta, deixando sem esclarecimento as intenções do senador para os próximos dias e meses no país.











