A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação sobre as ameaças direcionadas pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). O caso é tratado pela corporação em Divinópolis, em Minas Gerais, com apoio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos.
Diligências já foram iniciadas, mas não tiveram detalhes divulgados para preservar o sigilo da investigação. A apuração, no entanto, conta com pedidos de cooperação policial internacional para identificação dos responsáveis pelas ameaças.
Ana Elisa divulga mensagens de ataque que recebe desde que foi eleita, no início de outubro. Neste fim de semana, ela voltou a divulgar ameaças de morte e estupro recebidas ao rebater, em um vídeo publicado nas redes sociais, críticas da influenciadora Natássia Chamelete, que aponta suposta contradição na escola policial direcionada à deputada eleita.
A parlamentar eleita leu um e-mail direcionado a ela por um homem que assina como “Pedro” e se intitula como um “pesadelo” para a petista. Na mensagem direcionada à Ana Elisa, o criminoso além de utilizar expressões misóginas e racistas, também detalhou ameaças de estupro e homicídio contra Ana Elisa.
“Esse é o e-mail mais leve que eu recebo”, disse ela, que lamentou a perda de privacidade e liberdade pela necessidade de escola policial. “Eu resolvi ler esse e-mail e essa ameaça para que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que eu sou uma mulher de 21 anos e que neste momento eu adoraria estar sentada em um bar com uma pessoa comum e não com uma escolta aqui na porta da minha casa, esperando eu dizer se eu vou virar à direita ou à esquerda. Eu não gostaria de estar vivendo isso”, desabafou.
A PF informou que esta não será a primeira vez que ameaças praticadas na internet contra pessoas públicas e que corporação já participou de investigações que reconheceram e responsabilizaram autores que utilizavam recursos tecnológicos para dificultar sua identificação.
Uma delas foi a operação Aggregatio, em outubro de 2026, que identificou o responsável por ameaças e outras condutas criminosas praticadas no ambiente virtual contra parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados.
“A Polícia Federal ressalta que ameaças dirigidas a qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade, mediante avaliação de risco e adoção das medidas de proteção consideradas necessárias pelas autoridades competentes. A instituição continuará atuando em cooperação com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos”, frisou a PF.










