O ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, afirmou temer pela própria vida. A declaração foi feita à Procuradoria Geral do país no sábado (8/11) após a determinação de sua prisão. Questionado se havia recebido algum tipo de ameaça, Carvallo não respondeu.
O ex-chefe do Banco Central, que antes presidiu o Banco Ueno, está preso desde ontem na Agrupación Especializada, um quartel e corpo de elite da Polícia Nacional do Paraguai, localizado em Assunção, capital do país. As informações são do jornal ABC TV.
Ainda de acordo com o jornal paraguaio, o ex-presidente do BCP ficou calado durante seu depoimento e se recusou a responder se havia sido ameaçado ou escutou rumores sobre sua integridade física.
Investigado no mesmo processo que o ex-presidente do Paraguai Santiago Peña, Carvallo está sendo processado pela suposta prática dos crimes de abuso de confiança, administração para ganho pessoal e produção de documentos públicos com conteúdo falso nas investigações que apuram a falência do Banco Ueno, um dos maiores do país.
Segundo a acusação, o banqueiro teria utilizado sua posição privilegiada na autoridade monetária para ocultar relatórios que tratavam da verdadeira situação do Banco Ueno.
Crise no Paraguai
O Banco Central do Paraguai (BCP) determinou pela liquidação do Ueno no dia 3 de novembro, por considerá-lo insolvente — quando uma instituição não consegue honrar seus compromissos financeiros. O Ministério Público do Paraguai solicitou ainda uma investigação criminal sobre o banco e pediu pela prisão de dois dirigentes da instituição.
As apurações do MP envolvem suspeitas relacionadas à gestão e a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo controlador, o que teria comprometido o patrimônio do banco. O órgão fiscalizador também acatou um pedido de investigação sobre supostos crimes financeiros cometidos por Peña.
Em meio à crise, Santiago Penã sofreu um impeachment e foi preso, o que levou o país a uma crise política também.











