A proposta de redução da carga semanal para 40 horas reacende debates sobre qualidade de vida, saúde mental e modernização do trabalho.
Enquanto governos avançam com projetos, empresas alertam para desafios operacionais e possíveis impactos na produtividade e nos custos.
Como funcionaria a transição para 36 horas semanais com dois dias de folga?
A proposta aprovada na CCJ prevê redução progressiva para 36 horas semanais, começando com 40 horas no primeiro ano. A jornada mantém dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente sábado e domingo, sem redução salarial. A garantia de folga semanal integral é mantida, com acordos coletivos podendo organizar a compensação de horários.
Por outro lado, setores com atividades contínuas precisarão adaptar escalas, revisar metas e reorganizar turnos para manter a eficiência, o que pode exigir novos investimentos.
Brasil e México avançam em reformas trabalhistas simultâneas, mas com cronologias diferentes
Enquanto o México iniciará redução em janeiro de 2027, chegando a 40 horas em 2030, o Brasil aprova transição para 36 horas em quatro anos. No México, a jornada cairá de 48h para 46h em 2027, 44h em 2028, 42h em 2029 e 40h em 2030.
- Ambos os países priorizam a saúde mental e a modernização produtiva.
- A resistência empresarial é maior no Brasil, apesar da forte pressão popular.
Empresas temem queda de produtividade e aumento de custos
A redução da carga horária obriga empresas a rever estruturas operacionais. Setores como logística, saúde e indústria enfrentam risco de desequilíbrio entre oferta e demanda.
Dica rápida: negócios que operam 24h podem precisar de equipes extras, tecnologias de automação e mudanças em políticas de recursos humanos.
- Mais contratações para cobrir horários de pico e revezamentos.
- Revisão de metas e de modelos de escalas com pausas obrigatórias.
- Adaptação de líderes para prevenir sobrecarga e burnout.
- Investimento em qualificação para manter os níveis de entrega.
Governo avança com duas propostas legislativas distintas para o fim do 6×1
O governo articula duas PECs diferentes. A PEC 148/2015 (Senado) prevê modelo 5×2 com dois dias de folga semanais. Já a PEC 8/2025 (Câmara) propõe explicitamente escala 4×3, com quatro dias de trabalho seguidos de três dias de descanso.
A escala 4×3 permite descanso prolongado em revezamento, mas ainda tramita na CCJC da Câmara, enquanto a PEC 148 aguarda votação no Plenário do Senado.
Reduzir horas pode melhorar saúde, desde que pausas sejam respeitadas
Com a semana reduzida de trabalho, a rotina pode ganhar equilíbrio, mas isso depende da manutenção das pausas e do combate à sobrecarga silenciosa.









