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CIDADES

Adolescente morre após ser espancado ao reagir a ofensas homofóbicas; entidades se manifestam

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A escola estadual onde Fernando estudava fez uma publicação em homenagem a ele Foto: Reprodução/Instagram/@eejairodasilvarocha

Um adolescente morreu, na última segunda-feira, 7, após sofrer com lesões ao reagir a ofensas direcionadas a ele de cunho homofóbico. Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, foi espancado por um grupo de indivíduos durante uma confraternização em via pública, no bairro Gilberto Mestrinho, na zona leste de Manaus (AM), dois dias antes.

Ao Terra, a Polícia Civil do Amazonas informou ter identificado os agressores de Fernando e que está trabalhando na localização dos suspeitos.

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O episódio gerou intensa repercussão nos últimos dias. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) emitiu uma nota de pesar pelo falecimento de Fernando, através da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

A pasta detalha que, após ser espancado na madrugada de sábado, 5, Fernando foi internado em estado grave com traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral. Ele não resistiu e faleceu no dia 7.

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“Tais atos atentam diretamente contra os fundamentos constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da liberdade, representando também crimes previstos em nossa legislação penal, incluindo o homicídio qualificado por motivo torpe e os crimes de LGBTQIAfobia, reconhecidos como formas de racismo pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26/2019”, afirma trecho da nota.

O jovem estudava na Escola Estadual Jairo da Silva Rocha, que também se manifestou sobre a morte do menino que cursava o 3º ano do Ensino Médio.

“O pai do aluno nos confirmou, há pouco, o falecimento. Pedimos a Deus que o Espírito Santo console o coração de todos os familiares, amigos e colegas de turma. À família, recebam as nossas condolências! Nossa escola está de luto hoje”, diz uma publicação.

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Alunos da unidade de ensino realizaram um ato com cartazes pedindo justiça por Fernando. “Tudo começa com uma brincadeira. Respeite o próximo”, destaca o cartaz segurado por um grupo de estudantes.

A Secretaria de Educação do Amazonas também divulgou uma nota sobre o caso, em que afirma que Fernando “teve seus sonhos, planos, direito a um futuro interrompidos, precocemente, pela intolerância”.

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